Bradesco e DIO abrem 5 mil bolsas para criar agentes de IA
Formação gratuita de 55 horas ensina a construir agentes autônomos de IA sem exigir programação prévia; inscrições vão até 15 de novembro no site da DIO.
Há 5 mil bolsas sem custo abertas pelo Bradesco e pela DIO num bootcamp que ensina a construir agentes autônomos de inteligência artificial. São 55 horas de curso para quem já usa IA no trabalho e quer criar sistemas que cumprem tarefas sem intervenção humana. Não é preciso saber programar, e a inscrição, no site da DIO, vai até 15 de novembro.
A turma amplia um histórico de mais de 120 mil bolsas já concedidas pela dupla em edições passadas. Criada em 2018, a DIO soma 2,4 milhões de builders na plataforma e 260 parceiros entre empresas e organizações; mais de 50 mil pessoas já foram contratadas por empresas no Brasil, nos EUA, na Europa e no Oriente Médio.
Bradesco e DIO · bootcamp de agentes de IA
Do primeiro comando em Python a um agente publicado no GitHub
Estrutura do Bootcamp Bradesco – Agentes de IA do Zero a Prática
O curso parte de uma distinção: o chatbot só reage quando alguém pergunta, enquanto o agente ganha uma meta, levanta o dado necessário, dispara outro sistema e entrega o resultado sem supervisão. É esse segundo tipo que o aluno aprende a montar.
Primeiro vem a redação da instrução que orienta o agente. Depois, consultas em SQL com ajuda do Microsoft Copilot; Python, da instalação das ferramentas ao tratamento de falhas; a coordenação de vários agentes com o CrewAI; e a publicação da solução com uma interface feita no Lovable.
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Dois projetos, um deles fora das finanças
No primeiro projeto, o participante usa só Python, sem agente, para identificar anomalias em transações. No segundo, entrega a mesma decisão a um sistema autônomo: escolhe um setor que não seja o financeiro, localiza o instante em que o dinheiro aparece na relação com o consumidor (fechar uma viagem ou aprovar o orçamento de uma clínica, por exemplo) e cria ali um agente que apresenta a saída financeira. Ele se liga ao sistema da empresa por um servidor MCP programado em Python, e o protótipo fica no GitHub.
Completam a carga horária cursos, exercícios de código e cinco sessões de mentoria com especialistas, transmitidas ao vivo. Uma delas é obrigatória antes do trabalho final e monta na hora o servidor MCP exigido. Quem conclui tudo ganha certificado.
Vagas que pedem IA quase triplicaram
Em 2025, o Brasil teve 182,3 mil vagas exigindo competência em inteligência artificial, quase o triplo das 63,3 mil de um ano antes, segundo o Barômetro Global de Empregos em IA da PwC. O Gartner projeta que 40% dos aplicativos corporativos terão embutidos agentes voltados a uma tarefa específica até dezembro de 2026; em 2025, eram menos de 5%.
Iglá Generoso, CEO da DIO, vê a distância entre adoção e formação diminuindo. “As empresas já colocaram agentes dentro dos processos, e a maior parte das pessoas que trabalha com tecnologia ainda usa inteligência artificial como se fosse uma caixa de perguntas. Essa distância é a única coisa que separa duas carreiras hoje”, afirma. Ele completa: “O que buscamos com isso é medido em profissionais capazes de construir o sistema e colocá-lo em produção, que é o que as vagas estão pedindo agora.”
“A inteligência artificial está transformando rapidamente a forma como as empresas operam e como as pessoas desenvolvem suas carreiras. Por isso, acreditamos que é fundamental ampliar o acesso a competências ligadas ao tema”, diz Soraya Bahde, diretora de Pessoas, Cultura e Performance do Bradesco.
A formação interessa a quem já usa ferramentas de IA e quer construir agentes sem saber programar, e a empresas que procuram esse perfil. O certificado depende de concluir todo o conteúdo e as atividades.