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Money20/20IA · Agentes de IA

Agente de IA que paga exige confiança, dizem PayPal e Google

PayPal, Coinbase, Google e PNC levaram ao Money20/20 USA a mesma questão: como confiar num agente de IA que compra e paga em nome do cliente.

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· 4 min

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Erman Gunes / Shutterstock.com

Agentes de IA já transacionam em nome do cliente, disse Scott Meadows, da Coinbase, e a confiança foi o tema que atravessou quatro palcos do Money20/20 USA, em Las Vegas, na segunda-feira (19). Executivos do PayPal, da Coinbase, do Google e do PNC discutiram quem garante a compra do agente e o papel do humano.

PayPal compara o momento ao começo do e-commerce

Enrique Lores, President & CEO do PayPal desde março de 2026, conversou com Karen Webster, CEO da PYMNTS. “Vemos isso como a melhor oportunidade que temos de diferenciar o PayPal no mundo, porque os consumidores amam a marca e confiam na marca”, disse sobre os agentes, em tradução livre.

Quando agentes comprarem de lojistas pelo consumidor, a confiança terá de valer nos dois sentidos, segundo Lores. “Os lojistas vão ter que saber que aquele é um agente real, que tem dinheiro para pagar. Os consumidores vão ter que saber que aquele é um lojista, um agente, um agente de um lojista real. Esse é o papel que desempenhamos quando o e-commerce começou”, afirmou.

Em setembro, o PayPal se uniu à Meta para compras pelo agente de IA Muse, parceria ainda sem data para chegar aos clientes.

Do agente que consulta ao agente que paga

Meadows, Head of Business Development da Coinbase, falou num painel mediado por Will Artingstall, Head of Banking as a Service do Citi. “Saímos de um ambiente em que o foco era só leitura e coleta de informação para agora permitir que muitos dos agentes consigam de fato transacionar em seu nome”, disse, em tradução livre.

A dúvida, segundo ele, é o desenho do controle: “É humano no circuito? É autônomo com limites predefinidos? É totalmente autônomo?”. O leque é amplo e muda conforme a plataforma e seu apetite a risco. Para Meadows, “cabe a negócios como o nosso, que ajudam a atender esse caso de uso, construir a opcionalidade e os controles tanto para o agente quanto para o usuário final”.

Money20/20 USA · agentes de IA e confiança

Quatro executivos, quatro lugares para pôr a confiança no agente

Quem Onde pôs a confiança
Enrique Lores, PayPal Nos dois lados da compra: o lojista precisa saber que o agente é real e tem dinheiro; o consumidor, que o lojista é real
Scott Meadows, Coinbase No grau de autonomia, de humano no circuito a totalmente autônomo, com controles para o agente e para o usuário
Stavan Parikh, Google Na confiança de lojista, vendedor e comprador no agente, que ele trata como tarefa a resolver
Bill Demchak, PNC No humano, que segundo ele sempre vai estar envolvido em bancos e finanças

Fonte: Enrique Lores, PayPal; Scott Meadows, Coinbase; Stavan Parikh, Google; Bill Demchak, PNC, no Money20/20 USA (19/10/2026).

Na véspera, Dan Morehead, da Pantera Capital, previu agentes de IA pagando sem banco.

Lojista, vendedor e comprador

No painel do Google, sobre IA que lê dados de pagamento para flagrar fraude e prever caixa, Stavan Parikh, VP/GM, Payments da empresa, dividiu o palco com J.P. Morgan e Visa. “A confiança que um lojista, um vendedor e um comprador podem de fato depositar num agente, quando ele de fato aparece, vai ser algo incrivelmente importante que precisamos resolver”, disse, em tradução livre.

No domingo (18), a World lançou no Money20/20 prova de humano para bancos.

No PNC, o humano continua no meio

William (Bill) Demchak, Chairman & Chief Executive Officer do PNC, entrevistado por Liz Claman, da Fox Business Network, disse que grandes bancos provaram ser possível ganhar fatia no varejo com presença e bons produtos. “Você faz isso pelo atendimento ao cliente. Você faz isso pela presença. Você faz isso com ótimos produtos, e você faz isso cuidando”, afirmou. Sobre agentes, disse, em tradução livre: “Acho que o humano sempre vai estar envolvido em bancos e finanças”.

No domingo, uma monitora de APIs disse que agentes de IA erram tarifas de bancos.

O que observar

Para carteiras digitais, bandeiras e bancos, a pergunta é quem vai atestar que um agente é real e tem saldo. Outra é quem escolhe o grau de autonomia: a plataforma, o provedor de pagamento ou o cliente. Vale acompanhar se o humano no circuito vira exigência ou opção de produto, e como se divide a responsabilidade quando o agente compra o que o cliente não queria.

Fontes: Money20/20 USA: sessão do PayPal • Money20/20 USA: sessão da Coinbase • Money20/20 USA: sessão do Google • Money20/20 USA: sessão do PNC

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