Ir para o conteúdo

Pagamentos B2BInternacional · B2B

BMO e Mastercard põem pagamento por cartão virtual em ERPs

Clientes elegíveis do banco canadense passam a pagar com cartão virtual sem sair de ERPs e sistemas de contas a pagar parceiros, no Canadá e nos EUA.

por

· 3 min

Piotr Swat / Shutterstock.com

Empresas clientes do BMO, banco canadense, passam a poder pagar fornecedores com o cartão corporativo virtual do banco, de bandeira Mastercard, sem sair dos ERPs (sistemas de gestão empresarial) ou das ferramentas de contas a pagar que já usam. O recurso, anunciado pelo banco nesta quinta-feira (1º), vale para clientes elegíveis no Canadá e nos Estados Unidos, em plataformas participantes.

O BMO, que se apresenta como o oitavo maior banco da América do Norte em ativos, diz ser o primeiro emissor Mastercard do Canadá a oferecer esse tipo de pagamento embutido no software do cliente.

Como funciona o pagamento embutido do BMO

Item Como fica
Quem usa Clientes elegíveis de cartão corporativo do BMO
Onde o pagamento acontece ERPs e sistemas de compras, contas a pagar e gestão de viagens
Para pagar o quê Faturas de fornecedores, viagens e despesas corporativas
Infraestrutura Commercial Express, da Mastercard
Disponibilidade Canadá e Estados Unidos, em plataformas participantes

Funcionamento descrito no comunicado do banco. Fonte: BMO

O cartão corporativo dentro do software de gestão

Habilitado o recurso numa plataforma, as áreas de tesouraria, compras e contas a pagar disparam a transação com o cartão virtual, aprovam e fazem a conciliação na própria tela do sistema. Quem gerencia o gasto também define limites e regras de uso e recebe os dados de conciliação de forma automática, com ganho prometido de eficiência no capital de giro.

O BMO justifica o produto com um diagnóstico do modelo anterior: os pagamentos das empresas costumavam ficar espalhados em sistemas separados, com etapas manuais e portais bancários que não conversam entre si. A ligação entre os cartões virtuais do banco e os softwares parceiros passa pelo Commercial Express, estrutura da Mastercard que oferece às plataformas um padrão único para aceitar cartão virtual emitido por banco, o que simplifica a implementação.

“À medida que nossos clientes de Corporate Card digitalizam suas operações, eles esperam que nos integremos sem atrito aos fluxos de trabalho que já usam”, disse Seth Blacher, chefe de gestão de produto de TPS e de modernização de pagamentos do BMO (Head of TPS Product Management and Payments Modernization), em tradução livre. Para ele, a parceria com a Mastercard remove o atrito entre o software financeiro e a execução do pagamento.

Bandeiras disputam o pagamento entre empresas

“Ao embutir os recursos de cartão virtual da Mastercard diretamente nas plataformas em que as equipes de tesouraria e finanças trabalham, estamos removendo atrito, reforçando a segurança dos pagamentos e ajudando as organizações a otimizar a gestão do capital de giro com mais controle e previsibilidade”, afirmou Diane Miquelon, vice-presidente sênior de parcerias com instituições financeiras da Mastercard Canadá, em tradução livre.

O apetite por esse tipo de integração aparece em empresas de todos os portes. Um relatório da PYMNTS Intelligence citado pela PYMNTS aponta que cerca de 80% das pequenas empresas e das de médio porte pretendem reforçar suas ferramentas de embedded finance nos próximos 12 meses. Entre as grandes, a fatia cai para cerca de 63%, porque parte delas pode já ter um conjunto completo de soluções, segundo o estudo.

A bandeira já vinha mexendo no B2B: ela também lançou uma IA que prevê qual fornecedor aceita cartão corporativo.

A concorrente segue pelo mesmo caminho. A Visa, que diz ter chegado a US$ 1,8 trilhão no B2B, com alta de 7% no ano fiscal mais recente, descreve como etapa ainda em construção a emissão de cartões virtuais a partir do sistema de gestão para pagar fornecedores.

O que observar

O alcance do recurso depende de quantos softwares de gestão aderirem como plataformas participantes. Vale acompanhar o ritmo dessa adesão entre ERPs e sistemas de compras, e se o padrão oferecido às plataformas encurta a integração para outros bancos emissores do país.

A outra ponta é o fornecedor. Pagar com cartão de dentro do sistema de gestão depende de quem recebe aceitar esse meio, e a pergunta é se a conveniência para quem compra será suficiente para ampliar a aceitação do outro lado da cadeia.

Fontes: PYMNTS • BMO

Compartilhar essa notícia

Let's News

Entenda o dinheiro antes do mercado.

Ao assinar, você concorda com a política de privacidade.

Sem spam. Cancele quando quiser.

Mais notíciasInternacional
Ver a editoria →

Mais artigos de Internacional →

Let's News

Ao assinar, você concorda com a política de privacidade.

Sem spam. Cancele quando quiser.