A Capitolis, fintech que trabalha com grandes bancos e instituições financeiras em desafios de funding, capital e balanço, concluiu um financiamento de US$ 220 milhões, anunciado na terça-feira (6), em Nova York. Desse total, US$ 120 milhões vieram de uma rodada Série E em ações, liderada pelo Citi, que avaliou a empresa em US$ 1,9 bilhão; o restante é dívida. O dinheiro vai apoiar a compra da eSecLending, especialista em empréstimo de títulos.
Capitolis · financiamento e aquisição
O financiamento vai apoiar a compra da eSecLending
Valores em dólares divulgados pela Capitolis; a compra ainda depende de aprovações
A aquisição foi anunciada em 29 de setembro de 2026: US$ 200 milhões, pagos inteiramente em dinheiro. O negócio ainda não fechou. Pelo comunicado, ele depende das condições usuais de fechamento, entre elas o sinal verde de reguladores e das autoridades de defesa da concorrência.
A vendedora é a Parthenon Capital, ao lado da equipe de gestão da eSecLending, e a própria Parthenon vai investir na compradora como parte da transação. Fica fora do perímetro a eSecLending (Europe) Limited, que seguirá prestando serviços à empresa adquirida.
Com 26 anos de estrada, a eSecLending faz a ponte entre grandes donos de ativos, como fundos de pensão, seguradoras e gestoras, e bancos globais que tomam esses papéis emprestados. Segundo a Capitolis, esta é a quarta aquisição estratégica dela em cinco anos, e a operação acrescenta o empréstimo de títulos à plataforma de otimização de recursos financeiros que a fintech já oferece ao setor.
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Quem colocou dinheiro na rodada
Na parte em ações, o Citi, que já era sócio, ficou com a liderança. Nomura, Tradeweb Markets e Bank of America estrearam como investidores estratégicos, enquanto UBS, State Street, J.P. Morgan, BNP Paribas e Barclays, todos já acionistas, voltaram a aportar. O crédito virá de três financiadores: First Citizens Innovation Banking (antigo Silicon Valley Bank), Hercules Capital e Pinegrove Venture Partners.
“Esta rodada Série E é um grande marco para a Capitolis e um forte endosso da nossa visão e da nossa capacidade de executá-la”, disse Gil Mandelzis, fundador e CEO da Capitolis, em tradução livre. Serene Murphy, chefe global de desenvolvimento corporativo da Tradeweb, afirmou que “o empréstimo de títulos representa a próxima fronteira da eletronificação que temos visto em nossos mercados”. Na leitura dela, somar a rede de clientes institucionais da eSecLending à tecnologia da Capitolis abre espaço para automatizar um segmento que historicamente dependeu de trabalho manual.
O primeiro ponto é o calendário. Enquanto as aprovações regulatórias e concorrenciais não saem, a união das duas plataformas fica no papel, e vale acompanhar quanto tempo esse rito leva e se o perímetro do negócio muda, já que o braço europeu do alvo ficou de fora.
O segundo é a composição dos sócios. Com grandes bancos globais no quadro acionário, a pergunta é se essa proximidade acelera a adoção de um serviço de empréstimo de títulos por fundos de pensão, seguradoras e gestoras, que estão do outro lado da operação. Num mercado que a própria investidora descreve como apoiado em processos manuais, o teste será medir quanto da negociação migra de fato para sistemas eletrônicos.