A Equifax, empresa global de dados e análise com sede em Atlanta, nos EUA, lançou nesta quarta-feira (23) dois scores antifraude que dão uma nota de confiança, em tempo real, ao e-mail e ao aparelho usados numa transação. Chamados de Signal Score for Email e Signal Score for Device, os produtos foram pensados para varejistas de e-commerce, instituições financeiras e operadoras de telecomunicações, segundo o comunicado, em pontos como o checkout online, a abertura de conta e os aplicativos de pedido pelo celular.
Os dois scores antifraude da Equifax
| Item | Como funciona, segundo a empresa |
|---|---|
| Signal Score for Email | Avalia o e-mail em tempo real: idade da conta, histórico e nível de risco |
| Signal Score for Device | Analisa o computador ou celular da transação, cruzando aparelho, localização e rede |
| Integração | APIs ligadas aos sistemas antifraude ou de gestão de casos já em uso |
| Uso | Os dois juntos ou apenas um |
| Público declarado | Varejo de e-commerce, instituições financeiras e telecomunicações |
Funcionamento declarado pela empresa. Fonte: Equifax
O que cada nota examina
No caso do e-mail, a ferramenta olha há quanto tempo o endereço existe, que rastro ele deixou e qual risco carrega, para dizer se aquele identificador merece confiança. No caso do aparelho, o foco é o computador ou o celular de onde parte a operação: a Equifax junta características do dispositivo, dados de localização e informações de rede para amarrar o equipamento à pessoa que diz estar do outro lado.
As duas notas chegam por APIs e se acoplam aos sistemas antifraude ou de gestão de casos que o cliente já opera. A empresa pode contratar as duas ou só a que cobre a lacuna que tem hoje. O comunicado não informa em quais dos 24 países onde a companhia opera ou tem investimentos os scores ficam disponíveis, nem preço.
O diagnóstico da empresa é que a checagem tradicional perdeu alcance diante de VPNs e emuladores, que escondem quem está por trás da sessão. Entre as táticas que a Equifax diz querer pegar logo no início da transação estão a criação de contas em massa por script, a falsificação de localização e a fraude com identidade sintética. “As empresas não podem mais depender de retratos estáticos dos clientes para barrar fraudes”, disse Ajay Guru, vice-presidente sênior e gerente-geral de Identity & Fraud Services da Equifax (em tradução livre).








