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Equifax lança scores antifraude para e-mail e aparelho

A Equifax lançou dois scores que dão nota de confiança, em tempo real, ao e-mail e ao aparelho usados numa transação, para barrar fraude automatizada.

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· 3 min

Piotr Swat / Shutterstock.com

A Equifax, empresa global de dados e análise com sede em Atlanta, nos EUA, lançou nesta quarta-feira (23) dois scores antifraude que dão uma nota de confiança, em tempo real, ao e-mail e ao aparelho usados numa transação. Chamados de Signal Score for Email e Signal Score for Device, os produtos foram pensados para varejistas de e-commerce, instituições financeiras e operadoras de telecomunicações, segundo o comunicado, em pontos como o checkout online, a abertura de conta e os aplicativos de pedido pelo celular.

Os dois scores antifraude da Equifax

Item Como funciona, segundo a empresa
Signal Score for Email Avalia o e-mail em tempo real: idade da conta, histórico e nível de risco
Signal Score for Device Analisa o computador ou celular da transação, cruzando aparelho, localização e rede
Integração APIs ligadas aos sistemas antifraude ou de gestão de casos já em uso
Uso Os dois juntos ou apenas um
Público declarado Varejo de e-commerce, instituições financeiras e telecomunicações

Funcionamento declarado pela empresa. Fonte: Equifax

O que cada nota examina

No caso do e-mail, a ferramenta olha há quanto tempo o endereço existe, que rastro ele deixou e qual risco carrega, para dizer se aquele identificador merece confiança. No caso do aparelho, o foco é o computador ou o celular de onde parte a operação: a Equifax junta características do dispositivo, dados de localização e informações de rede para amarrar o equipamento à pessoa que diz estar do outro lado.

As duas notas chegam por APIs e se acoplam aos sistemas antifraude ou de gestão de casos que o cliente já opera. A empresa pode contratar as duas ou só a que cobre a lacuna que tem hoje. O comunicado não informa em quais dos 24 países onde a companhia opera ou tem investimentos os scores ficam disponíveis, nem preço.

O diagnóstico da empresa é que a checagem tradicional perdeu alcance diante de VPNs e emuladores, que escondem quem está por trás da sessão. Entre as táticas que a Equifax diz querer pegar logo no início da transação estão a criação de contas em massa por script, a falsificação de localização e a fraude com identidade sintética. “As empresas não podem mais depender de retratos estáticos dos clientes para barrar fraudes”, disse Ajay Guru, vice-presidente sênior e gerente-geral de Identity & Fraud Services da Equifax (em tradução livre).

Dados próprios como argumento

A aposta comercial está na base. Pela descrição da própria Equifax, os scores usam dados não públicos, coletados diretamente pela empresa, e ligam o comportamento da sessão digital a perfis reais de consumidores, em vez de depender de redes globais estáticas ou de bases desatualizadas. Na conta que a companhia apresenta, achar cedo o usuário de alto risco reduz o custo de revisão manual. “A fraude pode acontecer em qualquer etapa de uma interação online”, afirmou Guru (em tradução livre).

O e-mail como sinal de identidade também atraiu a concorrência. A Experian anunciou a compra da AtData para ampliar sua base de identidade digital com endereços de e-mail.

Os novos scores se somam ao Consumer Insights, produto que a Equifax já oferecia para medir risco de fraude e capacidade de pagamento e ajudar equipes de compliance e segurança a evitar a tomada de contas. A companhia, dona da Boa Vista no Brasil, também anunciou a compra de um bureau no México, com conclusão prevista, segundo o anúncio de julho, para o quarto trimestre de 2026.

O que observar

Notas baseadas na idade e no histórico de um e-mail tendem a favorecer quem tem rastro digital longo. Vale acompanhar como esses modelos tratam consumidores legítimos com endereço recém-criado ou aparelho novo, e quanto de atrito eles devolvem a esse público.

A outra pergunta é de transparência. A promessa de reduzir a revisão manual só se mede com taxas de falso positivo, dado que o comunicado não traz. Também fica em aberto como reguladores de privacidade enxergam o cruzamento de localização e rede com perfis de consumo.

Fontes: EquifaxFinextraLet’s MoneyLet’s Money

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