Daniel Kjellén e Fredrik Hedberg, que criaram a sueca Tink e a venderam à Visa, voltaram ao mercado com a Freda, startup que coloca agentes de IA para cuidar do compliance de empresas. A nova companhia, que deixou o modo discreto nesta quarta-feira (23), foi montada sem dinheiro de investidores externos, segundo a Finextra.
Como a Freda diz que funciona
| Etapa | O que a empresa descreve |
|---|---|
| Coleta | Centenas de milhões de leis, regras e normas de autoridades reguladoras, até provisões locais de cada jurisdição |
| Tradução | Conversão desse material em lógica que um sistema consegue ler |
| Aplicabilidade | Identificação das exigências que valem para cada empresa |
| Execução | Agentes trabalhando de forma contínua para manter a empresa em conformidade |
| Base das decisões | Motor regulatório somado a um grafo de conhecimento da organização do cliente, montado com os sistemas que ele já usa |
Descrição da plataforma pela própria Freda. Fonte: Finextra
A dor que os fundadores viveram na Tink
A dupla fundou a Tink em 2012, na Suécia, e transformou a empresa numa plataforma de open banking que a Visa comprou por US$ 2,2 bilhões, segundo a Finextra; a PYMNTS registra o negócio em US$ 2 bilhões. Completa o time fundador da Freda Adam Ivarsson, ex-vice-presidente global da Tink. Na nova empresa, que também tem sede na Suécia, Kjellén é o CEO e Hedberg, o CTO.
Foi durante a expansão da Tink que o grupo sentiu o custo do tema. A empresa chegou a 700 funcionários e respondia a três reguladores; a página institucional da Freda acrescenta que a operação se espalhava por 18 mercados. Pelo relato de Hedberg, rotinas de conformidade lentas e imprecisas pesavam sobre a organização inteira, e não apenas sobre o jurídico, a ponto de o cronograma de um produto passar de semanas para meses, às vezes anos.
“Na Tink, vimos o compliance virar o limitador de velocidade do crescimento, da inovação e da ambição”, escreveu Kjellén no LinkedIn, em tradução livre, segundo a PYMNTS. “A Freda é a ferramenta que gostaríamos de ter tido quando escalávamos a Tink”, afirmou Hedberg, em tradução livre.







