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Sprive capta US$ 10 mi com cashback que amortiza hipoteca

O app britânico Sprive fechou uma Série A de US$ 10 milhões e usa o cashback das compras do dia a dia para amortizar a hipoteca automaticamente.

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· 2 min

Foto de Blogging Guide na Unsplash

A Sprive, app britânico de amortização de hipoteca, fechou uma rodada Série A de US$ 10 milhões. O aplicativo converte o cashback das compras do dia a dia em pagamentos extras que reduzem o saldo devedor do financiamento imobiliário e ainda varre o mercado em busca de contratos de hipoteca mais baratos.

Sprive em números

Indicador Valor
Rodada Série A US$ 10 milhões
Usuários registrados 567 mil
Hipotecas apoiadas cerca de £42 bilhões
Receita anualizada (run rate) mais de £18 milhões

Números da Sprive, fintech fundada em 2019. Fonte: Finextra

Como o cashback vira amortização

A mecânica é o coração do produto. O cliente faz suas compras corriqueiras pagando pelo app e, em vez de receber o cashback como saldo para gastar, o valor entra como pagamento adicional sobre o financiamento imobiliário. Segundo a Finextra, o aplicativo também compara ofertas do mercado e sinaliza quando vale trocar para uma hipoteca mais barata.

A empresa foi fundada em 2019 por Jinesh Vohra e Saad Hashim, dois ex-banqueiros do Goldman Sachs, e chegou ao grande público neste ano ao passar pelo programa Dragons’ Den, da BBC, depois de concluir uma rodada seed em 2025. A Sprive afirma ter 567 mil usuários registrados e dar suporte a cerca de £42 bilhões em hipotecas, além de ter virado fluxo de caixa positivo com um run rate de receita anual acima de £18 milhões, todos números informados pela própria companhia.

“A capacidade de usar as compras da semana para reduzir os juros da sua hipoteca, e no fim das contas o prazo do empréstimo, é enormemente atraente”, disse Jinesh Vohra, CEO da Sprive, em tradução livre. A ideia dialoga com movimentos recentes de outras fintechs do Reino Unido, como quando o Monzo colocou o cashback para render em investimentos e quando o HSBC automatizou a análise de hipotecas no mercado britânico.

O que observar

Apps que convertem consumo do dia a dia em amortização de dívida imobiliária vivem de escala: o pagamento extra por transação é pequeno, e o valor só faz diferença no prazo do empréstimo quando a base de usuários é grande e ativa. A pergunta que fica é se o run rate declarado se sustenta à medida que a empresa, segundo o próprio CEO, pretende ampliar o investimento em marketing para acelerar a aquisição de clientes.

Vale acompanhar como fintechs de crédito imobiliário equilibram duas fontes de receita que podem competir entre si: a monetização do cashback e a comissão por indicar contratos de hipoteca mais baratos, que reduzem o custo do cliente. O teste será se o modelo se mantém rentável fora de um ciclo de juros altos, cenário que hoje torna a redução de prazo do financiamento especialmente atraente para o consumidor.

Fontes: FinextraLet’s MoneyLet’s Money

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