Jane Fraser, CEO do Citigroup, afirmou que as empresas correm para lançar defesas cibernéticas diante das preocupações de segurança ligadas ao avanço da inteligência artificial. A fala foi no Qatar Economic Forum, em Nova York, no domingo (20 de setembro), e foi reportada pela Bloomberg.
Na avaliação da executiva, o esforço de proteção deixou de ser pontual e passou a ocorrer em larga escala. “Há uma corrida para defender e reforçar todos os perímetros das empresas, e há um tsunami de correções acontecendo no mundo neste momento em todas as companhias”, disse Fraser. A leitura descreve um cenário em que a atualização e a blindagem de sistemas passaram a consumir atenção contínua das companhias, e não apenas ações isoladas de resposta a incidentes.
O que dizem os executivos sobre IA e segurança
| Quem | O que aponta |
|---|---|
| Jane Fraser (CEO do Citigroup) | Corrida para defender os perímetros das empresas e “tsunami de correções” em curso |
| David Solomon (CEO do Goldman Sachs) | Pede cautela: “respirar fundo e desacelerar” |
| Maya Mikhailov (Savvi AI) | Maioria das empresas ainda nem usa os modelos de ponta |
Declarações no Qatar Economic Forum e a especialistas ouvidos pela PYMNTS. Fonte: PYMNTS (via Bloomberg)
Como chegamos aqui
As preocupações se intensificaram depois que a Anthropic lançou seu modelo Mythos neste ano, acompanhado de um alerta sobre riscos potenciais. Segundo a Bloomberg, a chegada do Mythos levou o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, e o então presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, a convocar líderes de Wall Street a Washington e a pedir que preparassem seus sistemas para uma IA mais avançada.
O assunto já ocupa autoridades norte-americanas em outras frentes, entre elas o endurecimento contra crimes cibernéticos. O ponto comum é a expectativa de que instituições financeiras e demais empresas ajustem seus controles ao ritmo em que as ferramentas de IA ganham capacidade.








