Ir para o conteúdo

SegurançaIA · BB Imóveis

CEO do Citi vê corrida por defesa cibernética diante da IA

Jane Fraser, CEO do Citigroup, afirmou no Qatar Economic Forum que as empresas correm para reforçar defesas cibernéticas diante do avanço da IA.

por

· 3 min

ACHPF / Shutterstock.com

Jane Fraser, CEO do Citigroup, afirmou que as empresas correm para lançar defesas cibernéticas diante das preocupações de segurança ligadas ao avanço da inteligência artificial. A fala foi no Qatar Economic Forum, em Nova York, no domingo (20 de setembro), e foi reportada pela Bloomberg.

Na avaliação da executiva, o esforço de proteção deixou de ser pontual e passou a ocorrer em larga escala. “Há uma corrida para defender e reforçar todos os perímetros das empresas, e há um tsunami de correções acontecendo no mundo neste momento em todas as companhias”, disse Fraser. A leitura descreve um cenário em que a atualização e a blindagem de sistemas passaram a consumir atenção contínua das companhias, e não apenas ações isoladas de resposta a incidentes.

O que dizem os executivos sobre IA e segurança

Quem O que aponta
Jane Fraser (CEO do Citigroup) Corrida para defender os perímetros das empresas e “tsunami de correções” em curso
David Solomon (CEO do Goldman Sachs) Pede cautela: “respirar fundo e desacelerar”
Maya Mikhailov (Savvi AI) Maioria das empresas ainda nem usa os modelos de ponta

Declarações no Qatar Economic Forum e a especialistas ouvidos pela PYMNTS. Fonte: PYMNTS (via Bloomberg)

Como chegamos aqui

As preocupações se intensificaram depois que a Anthropic lançou seu modelo Mythos neste ano, acompanhado de um alerta sobre riscos potenciais. Segundo a Bloomberg, a chegada do Mythos levou o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, e o então presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, a convocar líderes de Wall Street a Washington e a pedir que preparassem seus sistemas para uma IA mais avançada.

O assunto já ocupa autoridades norte-americanas em outras frentes, entre elas o endurecimento contra crimes cibernéticos. O ponto comum é a expectativa de que instituições financeiras e demais empresas ajustem seus controles ao ritmo em que as ferramentas de IA ganham capacidade.

Entre acelerar e frear

No mesmo evento, o CEO do Goldman Sachs, David Solomon, defendeu um ritmo mais moderado. “Acho que todos nós precisamos respirar fundo e desacelerar”, disse. Ele acrescentou estar confiante de que a humanidade seguirá participando ativamente do processo.

Especialistas ouvidos pela PYMNTS na semana passada ponderam que frear o desenvolvimento da IA não é o mesmo que frear sua adoção. Maya Mikhailov, CEO e cofundadora da Savvi AI, observou uma distância entre o que os laboratórios temem e a tecnologia que os clientes de fato utilizam, já que a maioria das empresas “nem sequer estão usando os modelos de ponta, para começar”.

O que observar

As declarações no evento desenham um momento em que grandes instituições financeiras tratam a segurança como frente prioritária à medida que as ferramentas de IA avançam. Vale acompanhar como bancos e demais companhias calibram o ritmo de adoção dessas ferramentas com o reforço das próprias defesas, e em que medida a preocupação manifestada por reguladores e executivos se converte em novas práticas de proteção de sistemas. Também fica em aberto se o descompasso apontado por especialistas, entre a fronteira tecnológica e o que as empresas de fato utilizam, muda a forma como o setor prioriza seus investimentos em segurança nos próximos meses.

Fontes: PYMNTS (via Bloomberg)

Compartilhar essa notícia

Let's News

Entenda o dinheiro antes do mercado.

Ao assinar, você concorda com a política de privacidade.

Sem spam. Cancele quando quiser.

Mais notíciasSegurança
Ver a editoria

Mais artigos de Segurança

Let's News

Ao assinar, você concorda com a política de privacidade.

Sem spam. Cancele quando quiser.