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Licença bancáriaCrédito · Avant

Avant, fintech de crédito dos EUA, pede licença de banco

A Avant protocolou junto à OCC e ao FDIC o pedido para criar o Avant Bank, N.A., com o qual quer atender clientes direto e reduzir o custo de captação.

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· 3 min

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Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

A fintech de crédito Avant protocolou nos EUA o pedido para criar um banco nacional segurado, o Avant Bank, N.A. A licença de banco permitiria à empresa atender clientes diretamente e ampliar o acesso a crédito por uma plataforma digital integrada. O pedido foi entregue à OCC e ao FDIC em 18 de setembro e ainda não foi aprovado.

O pedido de licença de banco da Avant

Item Detalhe
O que foi protocolado Pedido para criar um banco nacional segurado, o Avant Bank, N.A.
Junto a quem OCC (Office of the Comptroller of the Currency) e FDIC
O que permitiria Atender clientes direto, ampliar crédito e oferecer produtos por uma plataforma digital integrada
Status Pedido protocolado em 18 de setembro, ainda não aprovado

Pedido de licença de banco nacional da Avant. Fonte: PYMNTS

Mais uma fintech em busca de licença de banco

O movimento da Avant se soma a uma corrida de empresas de serviços financeiros atrás de autorização para operar como banco nos Estados Unidos. Nos 90 dias encerrados em 24 de agosto de 2026, a OCC tomou nove determinações relevantes de licença, entre elas seis aprovações condicionais preliminares, uma aprovação final e duas negativas. Semanas antes, a Block também pediu licença de banco no país, enquanto o regulador negou o pedido da Wise.

Fundada em 2012, a Avant afirma focar em mais de 100 milhões de americanos que considera negligenciados pelo sistema financeiro atual, usando dados e aprendizado de máquina para conceder cartões de crédito e empréstimos pessoais. Se o pedido for aprovado, o diretor de negócios Charles Whittaker assumiria o comando do Avant Bank, N.A., uma etapa que depende do aval dos reguladores.

O que a empresa diz buscar com o banco

Para o cofundador e CEO Al Goldstein, a licença ampliaria o alcance da Avant e baratearia sua operação. “Uma licença de banco nacional avançaria nossa missão, ajudaria a reduzir nosso custo de captação e nos permitiria oferecer produtos sob um único arcabouço regulatório”, disse Goldstein no comunicado (em tradução livre). Hoje, sem uma carta bancária própria, fintechs de crédito dependem de parceiros para captar recursos e para oferecer produtos regulados.

O que observar

Transformar uma fintech de crédito em banco nacional segurado passa por um crivo regulatório que, como mostram os próprios números da OCC, nem sempre termina em aprovação. A pergunta que fica é quanto tempo o pedido da Avant leva para ser analisado e sob quais condições, já que parte das decisões recentes saiu como aprovação condicional. Vale acompanhar se o acesso a depósitos segurados de fato reduz o custo de captação como a empresa projeta.

Para o setor, o teste é se a leva de fintechs que buscam virar banco consegue converter a licença em vantagem competitiva diante dos bancos tradicionais, ou se o custo de operar sob regulação bancária plena estreita a margem que hoje sustenta o modelo digital. O desfecho do pedido da Avant, e as condições que vierem junto, ajudam a medir até onde o regulador americano quer levar essa abertura.

Fontes: PYMNTSLet’s MoneyLet’s Money

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