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Walapay capta US$ 4,6 mi para ampliar licenças de pagamento

Fintech de pagamento internacional dos irmãos Borgers processa US$ 2,5 bi anualizados; a rodada seed é liderada pela Generative Ventures.

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· 3 min

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A Walapay, fintech de infraestrutura para pagamentos internacionais criada pelos irmãos Tom e Dimitri Borgers, levantou US$ 4,6 milhões numa rodada seed liderada pela Generative Ventures. O dinheiro vai para novas licenças, mais parcerias com bancos e contratações. A plataforma processa US$ 2,5 bilhões em volume anualizado e se conecta direto a trilhos locais na América Latina, na África e na Ásia.

A Walapay em números

Item Dado divulgado
Rodada Seed de US$ 4,6 milhões, liderada pela Generative Ventures
Volume processado US$ 2,5 bilhões anualizados
Trilhos locais integrados América Latina, África e Ásia
Clientes citados Kast, Nuvei e Bastion, entre outros
Uso do dinheiro Novas licenças, parcerias bancárias e equipe

Fonte: comunicado da Walapay, via Finextra

Licença própria no último trecho do envio

O produto é uma API única pela qual empresas, fintechs, provedores de serviços de pagamento (PSPs) e instituições financeiras mandam dinheiro entre moedas e países. A aposta está no destino: a maioria das plataformas globais, diz a Walapay, entrega o dinheiro ao banco correspondente e terceiriza o resto. Pela conta da companhia, um envio internacional costuma passar por quatro ou cinco bancos e PSPs até ser liquidado, e cada elo cobra tarifa e acrescenta atraso.

“A infraestrutura de pagamentos falha na última milha, onde o dinheiro tem de chegar a uma conta local, em moeda local, por meio de um banco local”, disse Lex Sokolin, Managing Partner da Generative Ventures, em tradução livre. Para o investidor, a diferença da Walapay é ser dona das licenças e das relações bancárias, em vez de alugá-las de terceiros. Commerce Ventures, Polygon e Verda Ventures, entre outros, também entraram na rodada.

Para fintechs e PSPs, o pacote inclui liquidação instantânea em contas multimoeda e repatriação em tempo real de recursos para mercados emergentes. Há também a opção de transformar saldo parado em instrumentos de dólar digital que rendem juros, com o rendimento dividido com o cliente. Pelo rodapé do site da empresa, a operação fica a cargo da Walapay Inc., sociedade canadense registrada como empresa de serviços monetários na Fintrac, a unidade de inteligência financeira do Canadá, e de uma sociedade de Delaware.

Clientes, mercado e agentes de IA

Entre os clientes listados no comunicado estão a Nuvei, a Bastion e a Kast, plataforma de stablecoins que captou US$ 80 milhões para expansão global, como o Let’s Money noticiou.

“Acreditamos que os trilhos de pagamento de nova geração vão se tornar infraestrutura financeira de primeira linha, mas o sistema bancário não vai desaparecer tão cedo”, disse Tom Borgers, cofundador e CEO da Walapay, em tradução livre. Segundo ele, a ideia é unir os dois mundos para que o cliente envie recursos ao exterior sem pensar na tubulação por trás.

O comunicado põe em US$ 190 trilhões por ano o mercado global de pagamentos internacionais. A Walapay também conta com demanda de agentes autônomos de IA, que pretende atender com a mesma infraestrutura, sem um produto específico para eles.

Quem vende para fintechs mira um cliente em alta: um relatório da Mastercard projeta que fintechs devem liderar o envio internacional de PMEs, à frente dos bancos.

O que observar

O modelo de licença própria cobra seu preço a cada país novo: cada autorização local traz custo fixo de compliance e de capital, e a rodada é de estágio seed. Vale acompanhar quantos mercados a operação consegue abrir com esse caixa e se o volume processado cresce no mesmo ritmo.

A segunda pergunta é regulatória. Plataformas que pagam rendimento sobre saldo convertido em dólar digital dependem de como cada jurisdição enquadra esse instrumento, e a velocidade dessas definições tende a decidir em quais corredores o modelo ganha escala primeiro.

Fontes: Finextra (comunicado da Walapay) • Walapay • Let’s Money: Kast capta US$ 80 milhões • Let’s Money: relatório da Mastercard sobre PMEs

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