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Regulação criptoCripto · Banco Central

Crown pede ao BC autorização para ser corretora cripto

Crown protocolou pedido ao BC para atuar como prestadora de serviços de ativos virtuais na modalidade de corretora, com câmbio, conta pré-paga e Pix.

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· 3 min

Diego Grandi / Shutterstock.com

A Crown, que se apresenta como a maior emissora de stablecoins do Brasil, protocolou pedido ao Banco Central (BC) de autorização para atuar como Sociedade Prestadora de Serviços de Ativos Virtuais (SPSAV). A fintech emite a BRLV, a stablecoin em reais que lançou em outubro de 2025. O pedido agora passa pela análise do regulador.

O pedido de autorização foi apresentado na modalidade de corretora, a mais abrangente entre as três previstas na regulamentação, por reunir as atividades de intermediação e custódia de ativos virtuais. A Crown também solicitou autorização para operar em câmbio com ativos virtuais, oferecer conta de pagamento pré-paga e participar do Pix.

“A iniciativa reforça o compromisso da Crown com a construção de uma operação estruturada para atuar no ambiente regulado de ativos virtuais no Brasil, com atenção à governança, à transparência e à robustez de seus controles operacionais”, diz John Delaney, fundador da Crown.

Primeira de duas fases, com prazo em 30 de outubro

O pedido segue as disposições da Resolução 519 do BC e integra a primeira de duas fases do processo de autorização, cujo prazo para protocolo se encerra em 30 de outubro de 2026. O protocolo formaliza a entrada da Crown no processo de análise do Banco Central e permite o avanço de etapas regulatórias subsequentes.

Hoje a Crown opera sob o regime de transição conhecido como grandfathering, aplicável às empresas que já prestavam serviços de ativos virtuais quando as novas regras entraram em vigor. São essas regras que, como o Let’s Money mostrou, elevaram o capital mínimo exigido e devem enxugar o mercado cripto no Brasil.

O que a Crown entregou ao BC

A preparação do pedido envolveu a apresentação de informações sobre a estrutura de controle da companhia, as demonstrações financeiras auditadas, a capacidade econômico-financeira, reputação ilibada dos controladores e a infraestrutura operacional.

Em 7 de outubro de 2026, a companhia concluiu suas primeiras demonstrações financeiras auditadas, etapa considerada relevante para a preparação da documentação e a avaliação de sua estrutura econômico-financeira.

Crown · pedido ao Banco Central

O que a Crown pediu ao BC

Pedido de autorização como SPSAV, protocolado em outubro de 2026 e ainda em análise

Item Detalhe
Modalidade Corretora (intermediação e custódia), a mais abrangente das três
Pedidos adicionais Câmbio com ativos virtuais, conta de pagamento pré-paga e participação no Pix
Norma e fase Resolução 519 do BC, primeira de duas fases
Prazo de protocolo 30 de outubro de 2026
Balanço auditado Primeiras demonstrações concluídas em 7 de outubro de 2026

Informações da Crown sobre o pedido. Fonte: Crown (15/10/2026). Arte: Let’s Money.

Próximas etapas e a BRLV

Com o protocolo, a Crown também poderá avançar em procedimentos complementares, como o cadastro no Cadastro de Clientes do Sistema Financeiro Nacional (CCS), além das demais etapas previstas na regulamentação. A continuidade do processo envolverá o cumprimento dos demais requisitos regulatórios aplicáveis e a análise do BC das informações já apresentadas.

A Crown se define como a fintech de infraestrutura que estabelece o padrão institucional para o Real on-chain. O produto é a BRLV, que a empresa descreve como a primeira stablecoin com arquitetura bankruptcy-remote, garantindo aos detentores direito legal direto sobre as reservas e o fim do risco de contraparte.

O que observar

No processo de autorização do BC, 30 de outubro de 2026 encerra o prazo de protocolo da primeira fase. Vale acompanhar quantas emissoras de stablecoins em reais entram na fila até essa data e quanto tempo o BC leva para analisar pedidos que combinam corretora, câmbio com ativos virtuais, conta de pagamento pré-paga e participação no Pix. Para quem usa stablecoins lastreadas em real, a análise define em que regime essas empresas seguirão operando.

Fontes: Let’s Money: Crown levanta US$ 8,1 mi e lança stablecoin em reais • Let’s Money: BC exige até R$ 37,2 mi e enxuga mercado cripto no Brasil • Banco Central: Resolução BCB 519

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