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CriptoCripto · BNY

Banco BNY guarda cripto de instituições escolhidas na Europa

Banco americano entrou em julho de 2026 no registro da MiCA, a lei cripto da UE, e passa a guardar ether, solana e USDC de instituições escolhidas.

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· 3 min

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Piotr Swat / Shutterstock.com

O BNY, marca do banco americano The Bank of New York Mellon, estendeu sua plataforma de custódia de ativos digitais a instituições selecionadas da União Europeia, segundo comunicado de 8 de outubro. O serviço funciona sob a MiCA, o regulamento europeu de criptoativos, e dá a esses clientes guarda regulada de bitcoin, ether, solana e USDC, entre outros ativos.

A abertura veio depois de um passo regulatório. Em julho de 2026, a entidade bancária do grupo na Europa foi incluída no registro MiCA mantido pela ESMA, a autoridade europeia de valores mobiliários. Com isso, o banco pode guardar, administrar e transferir criptoativos por conta de clientes no bloco. Pelo comunicado, o BNY se coloca entre os primeiros bancos de importância sistêmica global a oferecer esse tipo de custódia regulada na região.

BNY · custódia de ativos digitais

Da estreia em 2022 à abertura para instituições da UE

Marcos da plataforma Digital Asset Custody, segundo o comunicado do banco

Linha do tempo da plataforma de custódia de ativos digitais do BNY: lançada em 2022; em julho de 2026, a The Bank of New York Mellon SA/NV, entidade bancária europeia do banco, entrou no registro MiCA da ESMA; em 8 de outubro de 2026, a custódia foi estendida a instituições selecionadas da União Europeia; sem data definida, o banco declara a ambição de suportar mais criptoativos e stablecoins.

Marcos da plataforma de custódia de ativos digitais do BNY. Fonte: comunicado do BNY (08/10/2026). Arte: Let’s Money.

O que a custódia oferece

A plataforma, chamada Digital Asset Custody, existe desde 2022. A segurança se apoia em três controles descritos pelo banco: computação multipartidária (MPC), carteiras separadas por cliente e armazenamento das chaves privadas. A lista de ativos citada no comunicado traz BTC, ETH, SOL e USDC, e o banco declara a ambição de incluir outros criptoativos e stablecoins, sem prazo informado.

Como funciona a custódia do BNY na UE

Item O que o banco descreve
Serviços Custódia, administração e transferência de criptoativos
Ativos citados BTC, ETH, SOL e USDC, entre outros
Controles MPC, carteiras segregadas por cliente, guarda de chaves privadas
Casos de uso Dinheiro digital, ativos tokenizados, pagamentos, liquidação e mobilidade de colateral

Descrição da plataforma Digital Asset Custody. Fonte: BNY

O banco trata o serviço como extensão do negócio de custódia tradicional. “Nossa plataforma não é uma solução isolada”, disse Emily Portney, chefe global de serviços de ativos (Global Head of Asset Servicing) do BNY. Segundo ela, com a expansão, “estamos preparando mais clientes para integrar suas operações existentes às estratégias digitais emergentes”. O grupo informa ter US$ 62,6 trilhões em ativos sob custódia e/ou administração, posição de 30 de junho de 2026.

Quem o banco espera atender na Europa

Jennifer Barker, Head of Europe do BNY, descreve uma demanda que vem de várias pontas: bancos e broker-dealers ampliando ofertas de cripto e stablecoin, e gestoras e tesoureiros de empresas estudando pagamentos digitais e títulos tokenizados para ganhar liquidez e agilidade na liquidação e no uso de colateral. “Para apoiar estratégias cada vez mais digitais, as instituições precisam de soluções com a mesma resiliência, supervisão e salvaguardas com que contam nas operações tradicionais”, afirmou.

“Esta expansão reflete nosso investimento contínuo nas capacidades do BNY de conectar os ecossistemas financeiros tradicional e digital”, disse Carolyn Weinberg, Chief Innovation and Market Transformation Officer do banco. O movimento se soma a outras frentes do grupo em cripto: o CoinDesk informou que o BNY e a dona da Kraken negociam uma parceria em cripto, conversa que ainda pode terminar sem acordo.

O que observar

A primeira pergunta é de alcance. O comunicado fala em instituições selecionadas e não diz quantas, nem quais critérios definem a entrada. Vale acompanhar se a oferta se abre a uma base maior de gestoras e tesourarias corporativas, e em que ritmo a lista de ativos cresce além dos quatro nomes citados.

A segunda é de concorrência entre custodiantes. Se mais bancos globais seguirem pelo registro europeu, corretoras cripto e custodiantes especializados podem passar a disputar o cliente institucional com quem já guarda as ações e os títulos dele. O avanço de stablecoins em euro, tema que levou fintechs europeias a criar um consórcio por stablecoin em euro, é outro fator a observar na escolha de quais moedas digitais entram na custódia.

Fontes: BNY • Let’s Money

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