O BNY, marca do banco americano The Bank of New York Mellon, estendeu sua plataforma de custódia de ativos digitais a instituições selecionadas da União Europeia, segundo comunicado de 8 de outubro. O serviço funciona sob a MiCA, o regulamento europeu de criptoativos, e dá a esses clientes guarda regulada de bitcoin, ether, solana e USDC, entre outros ativos.
A abertura veio depois de um passo regulatório. Em julho de 2026, a entidade bancária do grupo na Europa foi incluída no registro MiCA mantido pela ESMA, a autoridade europeia de valores mobiliários. Com isso, o banco pode guardar, administrar e transferir criptoativos por conta de clientes no bloco. Pelo comunicado, o BNY se coloca entre os primeiros bancos de importância sistêmica global a oferecer esse tipo de custódia regulada na região.
BNY · custódia de ativos digitais
Da estreia em 2022 à abertura para instituições da UE
Marcos da plataforma Digital Asset Custody, segundo o comunicado do banco

Marcos da plataforma de custódia de ativos digitais do BNY. Fonte: comunicado do BNY (08/10/2026). Arte: Let’s Money.
O que a custódia oferece
A plataforma, chamada Digital Asset Custody, existe desde 2022. A segurança se apoia em três controles descritos pelo banco: computação multipartidária (MPC), carteiras separadas por cliente e armazenamento das chaves privadas. A lista de ativos citada no comunicado traz BTC, ETH, SOL e USDC, e o banco declara a ambição de incluir outros criptoativos e stablecoins, sem prazo informado.
Como funciona a custódia do BNY na UE
| Item | O que o banco descreve |
|---|---|
| Serviços | Custódia, administração e transferência de criptoativos |
| Ativos citados | BTC, ETH, SOL e USDC, entre outros |
| Controles | MPC, carteiras segregadas por cliente, guarda de chaves privadas |
| Casos de uso | Dinheiro digital, ativos tokenizados, pagamentos, liquidação e mobilidade de colateral |
Descrição da plataforma Digital Asset Custody. Fonte: BNY
O banco trata o serviço como extensão do negócio de custódia tradicional. “Nossa plataforma não é uma solução isolada”, disse Emily Portney, chefe global de serviços de ativos (Global Head of Asset Servicing) do BNY. Segundo ela, com a expansão, “estamos preparando mais clientes para integrar suas operações existentes às estratégias digitais emergentes”. O grupo informa ter US$ 62,6 trilhões em ativos sob custódia e/ou administração, posição de 30 de junho de 2026.










