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IMMIX capta US$ 3,5 mi para trocar stablecoin fora do dólar

Empresa de Londres foca a troca de stablecoins por moedas fora do dólar e diz já ter processado mais de US$ 25 bi em volume de clientes desde 2024.

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· 3 min

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A IMMIX, empresa londrina de trading que faz a ponte entre stablecoins e moedas locais para companhias de pagamento, anunciou em 8 de outubro uma rodada de US$ 3,5 milhões com Crane Venture Partners, BTSE e Portfolio Ventures. O alvo declarado são as moedas além do dólar americano, onde converter stablecoins tende a sair mais caro e mais trabalhoso.

O dinheiro vai para três frentes: o motor de precificação, a ampliação da liquidez disponível e a rede de parceiros que distribuem os preços da casa. A empresa afirma que seus sistemas já processaram mais de US$ 25 bilhões em volume de negociação de clientes desde 2024, número que não passou por verificação independente.

IMMIX · rodada e volume autodeclarado

Uma rodada de US$ 3,5 milhões para quem diz já ter girado mais de US$ 25 bilhões

Valores em dólares, conforme o release da empresa

Números do release da IMMIX de 8 de outubro de 2026: rodada de 3,5 milhões de dólares com Crane Venture Partners, BTSE e Portfolio Ventures, e mais de 25 bilhões de dólares em volume de negociação de clientes processado pelos sistemas da empresa desde 2024, número autodeclarado. Fonte: release da IMMIX republicado pela Fintech Magazine.

Números autodeclarados pela IMMIX. Fonte: release da IMMIX distribuído pela GlobeNewswire (08/10/2026). Arte: Let’s Money.

Por que a troca fica cara longe do dólar

Stablecoins circulam entre carteiras a qualquer hora, mas a empresa de pagamento ainda precisa convertê-las na moeda que o cliente final usa. Pelo diagnóstico da IMMIX, nos pares com poucos compradores e vendedores uma única conversão pode se desdobrar em três ou quatro operações de câmbio separadas, cada uma com seu próprio custo, e deixar saldo parado em vários provedores ao mesmo tempo. Em pagamentos internacionais recorrentes, essa soma corrói a margem.

A resposta da companhia combina precificação por inteligência artificial com infraestrutura de liquidez de padrão institucional. Os modelos de deep learning, diz o release, projetam condições de mercado em milhares de instrumentos. “Estamos combinando anos de experiência na construção de sistemas de negociação de alta frequência para clientes institucionais com precificação por IA para reduzir o custo e a complexidade do câmbio de stablecoins, especialmente além do dólar”, disse Andrew Mann, cofundador da IMMIX (em tradução livre).

Quem banca e como os parceiros se conectam

Mann divide o comando com David Twomey. Os dois têm doutorado pelo departamento de Ciência da Computação da UCL e somam passagens por funções quantitativas em Morgan Stanley, JP Morgan e Virtu Financial.

“As stablecoins têm potencial para mudar fundamentalmente a forma como o dinheiro circula pelo mundo, mas boa parte da infraestrutura necessária para isso ainda precisa ser construída”, disse Krishna Visvanathan, cofundador e sócio da Crane Venture Partners (em tradução livre). Jeff Mei, Chief Operating Officer da BTSE, foi na mesma linha: “A próxima onda de crescimento das stablecoins depende de facilitar fluxos entre os mercados de câmbio e de cripto em escala” (em tradução livre).

Como um parceiro acessa os preços da IMMIX

Canal Situação
Pedido de cotação (request-for-quote) Disponível, conexão direta
Preços em fluxo contínuo por API Disponível, conexão direta
Bolsas públicas, centralizadas e descentralizadas Disponível
Plataformas de terceiros Em desenvolvimento

Moedas, tamanho das operações e liquidação são acertados parceiro a parceiro. Fonte: Fintech Magazine

O convite da IMMIX vale para provedores de serviços de pagamento, operadoras de remessa, emissores de stablecoin, ambientes de negociação e plataformas. Outras empresas de infraestrutura com stablecoin também levantam capital: a Noah, de pagamentos internacionais com stablecoin, ampliou sua rodada seed.

Fora do dólar, o interesse aparece ainda em outra ponta: na Europa, fintechs criaram um consórcio em torno de uma stablecoin em euro.

O que observar

O primeiro teste é de escala. Volume acumulado desde 2024 diz pouco sobre a profundidade de cada par de moedas, e é justamente nos pares menos negociados que o custo aparece. Vale acompanhar se formadores de mercado especializados conseguem trocar a cadeia de três ou quatro operações por uma cotação única, e a que preço.

O segundo é de distribuição. Com o canal via plataformas de terceiros ainda em desenvolvimento e as condições negociadas caso a caso, a pergunta é se provedores de pagamento e emissores de stablecoin fora do dólar vão preferir contratar liquidez de um especialista ou montar a própria mesa de câmbio.

Fontes: Fintech Magazine (release da IMMIX via GlobeNewswire) • IMMIX (release original, 08/10/2026) • IMMIX (fundadores)

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