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TokenizaçãoCripto · Blockchain

Tokenização capta R$ 71,52 mi em setembro; imóveis lideram

CCIs e loteamentos somaram R$ 54,04 mi dos R$ 71,52 mi captados em setembro por 49 ativos de cinco tokenizadoras no painel do RWA Monitor.

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· 4 min

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O mercado imobiliário foi o principal destaque da tokenização de ativos no Brasil em setembro de 2026, pelos dados do painel RWA Monitor. Cédulas de Crédito Imobiliário (CCIs) e loteamentos residenciais somaram R$ 54,04 milhões captados no período, o equivalente a cerca de 75,6% de toda a captação registrada no levantamento.

Considerando todos os segmentos, os ativos do mundo real tokenizados, conhecidos como RWAs, registraram R$ 71,52 milhões captados no recorte de setembro. O levantamento reuniu 49 ativos de cinco tokenizadoras, com R$ 49,36 milhões em emissões distribuídas por quatro redes blockchain. Os instrumentos ligados ao setor imobiliário responderam por R$ 29,38 milhões do volume emitido, aproximadamente 59,5% das emissões do mês.

Esses valores medem um mês de captação na base do painel e não se comparam aos R$ 20 bilhões em Valor Geral de Vendas (VGV) que a ABToken atribui à tokenização imobiliária no país, número tratado em Tokenização imobiliária soma R$ 20 bi e esbarra na liquidez, que é estoque de empreendimentos, de outra fonte.

CCIs e notas comerciais lideram a captação

As CCIs responderam por R$ 51,75 milhões captados, aproximadamente 72,4% do total. As notas comerciais somaram R$ 14,20 milhões, equivalentes a 19,9%. Juntas, as duas categorias reuniram R$ 65,95 milhões e cerca de 92,2% da captação. Os loteamentos residenciais registraram R$ 2,29 milhões captados; as notas fiscais somaram R$ 1,15 milhão captado, e as duplicatas, R$ 1,14 milhão.

RWA Monitor · captação por instrumento

CCIs respondem por R$ 51,75 milhões dos R$ 71,52 milhões captados

Captação em setembro de 2026 nos 49 ativos do painel, em R$ milhões

Captação por instrumento em setembro de 2026 no painel do RWA Monitor, em 49 ativos: CCIs, R$ 51,75 milhões; notas comerciais, R$ 14,20 milhões; loteamentos residenciais, R$ 2,29 milhões; notas fiscais, R$ 1,15 milhão; duplicatas, R$ 1,14 milhão. Total do recorte: R$ 71,52 milhões.

Em amarelo, os dois instrumentos imobiliários. Fonte: RWA Monitor (setembro de 2026). Arte: Let’s Money.

Em quantidade, as notas comerciais somam 17 ativos, e as CCIs, três. “Os dados de setembro mostram o peso das CCIs e das notas comerciais na captação acompanhada pelo RWA Monitor. Essas duas modalidades concentram mais de 9 décimos dos recursos registrados no recorte […]”, aponta Rodrigo Caggiano, fundador do RWA Monitor.

CVM 160 concentra a captação com três ativos

Os três ativos classificados no segmento CVM 160, equivalentes a 6,1% da base, concentraram R$ 51,75 milhões captados, ou 72,4% do total, com uma tokenizadora e R$ 25,82 milhões emitidos. No segmento CVM 88, da resolução que disciplina o crowdfunding de investimento, ficaram 46 ativos de cinco tokenizadoras, com R$ 23,54 milhões em emissões e R$ 19,77 milhões captados, ou 27,6% dos recursos.

XDC lidera em valor, e XRP Ledger, em número de ativos

A XDC liderou o volume captado por rede, com R$ 54,32 milhões, aproximadamente 76% do total. Em número de ativos, o XRP Ledger lidera, com 22, ou 44,9% da base. A Polygon registrou R$ 10,43 milhões captados, e a Rayls apareceu com um ativo e R$ 700 mil emitidos, sem captação registrada.

RWA Monitor · captação por rede

Liderança em valor e em ativos ficou com redes diferentes

Setembro de 2026, 49 ativos do painel

Rede Ativos Captado Carteiras
XDC 21 R$ 54,32 milhões 1.262
XRP Ledger 22 R$ 6,77 milhões 658
Polygon 5 R$ 10,43 milhões 223
Rayls 1 R$ 0 0

Carteiras são contagens por rede, não uma base de investidores únicos. Fonte: RWA Monitor. Arte: Let’s Money.

“O recorte de setembro mostra por que vale comparar diferentes indicadores. A XDC lidera em volume financeiro, e o XRP Ledger reúne a maior quantidade de ativos […]”, destaca Caggiano.

Parceria com a Rayls, da Parfin

O RWA Monitor fechou parceria com a Rayls, infraestrutura blockchain desenvolvida pela Parfin, fintech brasileira que recebeu aporte da Tether. Desenhada para bancos e instituições reguladas, a rede combina ambientes privados com uma blockchain pública compatível com a Ethereum Virtual Machine (EVM). A Núclea usa a tecnologia desde 2024 e, segundo a Rayls, processa a tokenização de aproximadamente 40 mil recebíveis corporativos por mês. A XP emite na rede a USDXP, stablecoin em dólar disponibilizada por meio da Clear.

“A Rayls vem fazendo um grande trabalho para assumir o protagonismo no mercado de RWAs no Brasil e no mundo. Temos diversas parcerias estratégicas em andamento, que serão anunciadas em breve”, afirma Marcos Viriato, cofundador e CEO da Parfin.

O que observar

O recorte interessa a emissores, tokenizadoras e investidores. Vale acompanhar se a concentração da captação em poucos instrumentos, e em três ativos sob a CVM 160, se repete nos próximos meses, e se a distância entre a rede que lidera em valor e a que lidera em número de ativos se mantém. Para comparar com outros levantamentos, vale conferir a base de cada um: fluxo do mês ou estoque, quantos ativos e quais plataformas.

Fontes: RWA Monitor: painel de ativos tokenizados no Brasil • Let’s Money: Tokenização imobiliária soma R$ 20 bi e esbarra na liquidez • Let’s Money: Fintech brasileira Parfin recebe aporte da Tether

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