O Inter pôs no ar a campanha “Relacionamento Financeiro”, estrelada pela empresária Bianca Andrade, a Boca Rosa, e emprestou o vocabulário do namoro para vender uma tese comercial: conta, investimentos, crédito e compras reunidos num único aplicativo. As peças, assinadas pela agência Talent, circulam na TV, em plataformas digitais e nas redes sociais, segundo o Inter.
Os números por trás da campanha do Inter
| Indicador | Número | Origem |
|---|---|---|
| Contas ativas por brasileiro, em média | 6 (eram 3,5 em 2020) | Estudo idwall e Cadarn |
| População com vínculo com instituição financeira | Quase 90% | Estudo idwall e Cadarn |
| Contas abertas no Brasil | Mais de 1,2 bilhão | Estudo idwall e Cadarn |
Dados citados pelo Inter no texto da campanha. Fonte: Inter
A disputa pelo app principal do cliente
A peça parte de um hábito que o banco vê como comum: espalhar o dinheiro por várias instituições e aplicativos. Para dar tamanho ao argumento, o Inter recorre a um levantamento de Experiência Digital da idwall, feito com a consultoria Cadarn. Pelo estudo, o brasileiro médio tem hoje seis contas ativas, contra 3,5 em 2020. Quase 90% da população mantém relação com alguma instituição financeira, e o total de contas abertas no país já passa de 1,2 bilhão.
A saída sugerida é concentrar tudo no Super App. Na lógica descrita pela empresa, cada serviço a mais usado pelo cliente rende mais vantagens, e o programa de pontos Loop amarra a conta: as compras geram pontos que podem ser trocados por cashback, dólar ou investimentos, entre outros benefícios. “No Inter, quanto mais nosso cliente utiliza nosso Super App financeiro, mais possibilidades ele encontra e mais ele ganha”, afirmou Andrea Nocciolini, diretora de Branding do Inter. Para ela, com a vida financeira “concentrada em um mesmo ecossistema”, as pessoas conseguem “utilizar melhor todos os serviços e produtos”.
A executiva também falou pelo banco quando o Inter criou uma ferramenta contra compra por impulso, que traduz preços em horas de trabalho.








