A Elo lançou seu primeiro aplicativo próprio, um movimento da bandeira para se aproximar diretamente do dono do cartão. O app centraliza ofertas, cupons de desconto e o acesso a salas VIP em aeroportos, e já está disponível para Android e iOS.
O que o app da Elo faz na primeira fase
| Recurso |
O que oferece |
| Ofertas |
Consulta a ofertas dos cartões |
| Cupons |
Cupons de desconto |
| Salas VIP |
QR Code para acesso em aeroportos |
| Cartões aceitos |
Crédito, débito, corporativos, empresariais e vouchers |
| Disponibilidade |
Android (Google Play) e iOS (App Store) |
Funcionalidades do app da Elo na primeira fase. Fonte: Valor
A bandeira quer falar direto com o dono do cartão
Historicamente, a relação com o portador ficava a cargo do banco emissor. Ao criar um app próprio, a Elo, bandeira controlada por Banco do Brasil, Bradesco e Caixa, passa a ter um canal direto com o consumidor final. Para usar, o cliente faz um cadastro e registra um ou mais cartões da bandeira, incluindo crédito, débito, corporativos, empresariais e vouchers.
“O lançamento do aplicativo é um passo estratégico para aprimorar a experiência de nossos clientes, possibilitando que eles tenham todos os benefícios e vantagens dos cartões Elo reunidos”, afirmou Vanessa Fernandes, gerente executiva de Marketing e Canais da Elo. Nesta primeira etapa, o app concentra ofertas, cupons e a geração de QR Code para salas VIP; benefícios premium como acesso a lounges vêm sendo usados por outras marcas para diferenciar cartões, como no cartão Ultra da Revolut, com pontos e salas VIP.
Um ano de aposta no cartão premium
O aplicativo chega no mesmo momento em que a Elo prepara um cartão ultra premium para o terceiro trimestre de 2026, para disputar um segmento em que Visa e Mastercard largaram na frente, com o Visa Privilege (maio de 2025) e o Mastercard World Legend (outubro de 2025). “Começamos a pensar nisso em 2022 […] E se intensificou com o lançamento das bandeiras concorrentes”, disse Giancarlo Greco, CEO da Elo, ao NeoFeed.
Investir na experiência digital do consumidor virou terreno de disputa entre as marcas de cartão. A tendência de ir direto ao usuário final aparece também em movimentos como o primeiro cartão de crédito da Samsung e o cartão premium da Revolut com a Visa voltado a empresas. Segundo a Elo, o app deve ganhar campanhas, parcerias e mais opções de personalização nas próximas fases.
O que observar
O ponto a acompanhar é se uma bandeira consegue construir engajamento direto com o portador sem esbarrar no app do próprio banco emissor, que já concentra a relação diária com o cliente. Ofertas e cupons dependem de volume de parcerias comerciais e de recorrência de uso para gerar valor percebido, e não apenas do lançamento em si.
Vale observar se o acesso a salas VIP por QR Code, hoje o benefício mais tangível do app, se mantém como diferencial num mercado em que emissores de médio porte já oferecem lounges próprios. Se a aposta em ecossistema digital vingar, a pergunta seguinte é quanto disso se converte em mais transações na bandeira, a métrica que sustenta a receita de quem opera trilhos de pagamento.
Fontes: Valor • NeoFeed • Let’s Money • Let’s Money • Let’s Money • Let’s Money