
Com a vacância em níveis pré-pandemia, regiões como Faria Lima e Paulista registram disputa acirrada e preços em alta de até R$ 350 por metro quadrado.
O retorno ao trabalho presencial está transformando o mercado de escritórios em São Paulo. A vacância de espaços de alto padrão caiu para 14,7% no final de 2025, voltando aos níveis anteriores à pandemia e gerando uma corrida por endereços corporativos nas áreas mais valorizadas da capital paulista.
Em regiões como a Nova Faria Lima e a Avenida Paulista, a disputa é ainda mais acirrada. Conforme reportou a Bloomberg Línea, a taxa de vacância nessas localidades ficou em apenas 6% e 4%, respectivamente.
Escritórios em alta: preços disparam nas regiões nobres
A escassez de oferta está elevando os valores de locação. Na Nova Faria Lima, o preço médio atingiu R$ 303 por metro quadrado em 2025, com casos específicos chegando a R$ 350. No panorama geral da cidade, o valor médio ficou em R$ 117 por metro quadrado, representando uma alta de 12,2% em relação a 2024.
“À medida que empresas chamam os funcionários integralmente de volta ao escritório, isso gera necessidade praticamente imediata de mais área”, explicou Yara Matsuyama, diretora de locações da consultoria global JLL, à Bloomberg Línea.
O movimento se reflete nos números: São Paulo registrou 10 transações acima de 10.000 metros quadrados em 2025, o maior volume desde 2016. Entre os destaques estão Nubank e Banco ABC, que fecharam grandes negócios no quarto trimestre.
Mercado aquecido impulsiona novas regiões corporativas
A Avenida Rebouças, na zona oeste, emergiu como alternativa aos eixos tradicionais. A região encerrou o ano com preço médio de R$ 180 por metro quadrado e vacância de 9%, muito abaixo da média municipal. Em 2022, quando começou a ser monitorada pela JLL, os valores giravam em torno de R$ 120 a R$ 130 por metro quadrado.
Para 2026, a Chácara Santo Antônio aparece como promessa. A região vizinha à Chucri Zaidan deve atrair empresas que buscam qualidade similar a valores mais competitivos. Segundo a JLL, apenas cinco grandes empreendimentos acima de 40.000 metros quadrados devem ser lançados este ano na capital, reforçando a tendência de oferta restrita e preços em alta.