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BC argentino aprova compra do Banco Cetelem pela Revolut

A Revolut recebeu aprovação do Banco Central da Argentina para comprar o Banco Cetelem Argentina, do BNP Paribas, que vai se chamar Revolut Bank Argentina.

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· 3 min

brunocoelho / Shutterstock.com

A Revolut recebeu aprovação do Banco Central da Argentina para adquirir o Banco Cetelem Argentina S.A., que pertence ao BNP Paribas Personal Finance. O anúncio foi feito em Buenos Aires em 24 de setembro de 2026. Neste mês, a fintech britânica já havia obtido licença na Colômbia e pedido outra na Suíça. O aval destrava a etapa final da compra, que ainda precisa ser concluída.

Quando a operação for fechada, a instituição passará a se chamar Revolut Bank Argentina S.A.U. e funcionará como banco regulado, mas sem oferecer, num primeiro momento, produtos ou serviços ao público. Segundo a empresa, mais de 150.000 consumidores argentinos já entraram na lista de espera.

O que o BC argentino aprovou

Item Dado
Operação aprovada Compra do Banco Cetelem Argentina S.A. pela Revolut
Vendedor BNP Paribas Personal Finance
Nome após a conclusão Revolut Bank Argentina S.A.U.
Lista de espera no país mais de 150.000 consumidores

Valor e prazo de fechamento não divulgados. Dados informados pela empresa. Fonte: Revolut

Banco começa sem atender o público

A Revolut descreve a aprovação como um marco regulatório relevante em seu compromisso de longo prazo com o mercado argentino. Nesta fase inicial, o banco vai priorizar o cumprimento das exigências regulatórias e operacionais, ao mesmo tempo em que fecha sua proposta de valor e se organiza para chegar ao mercado mais adiante. A empresa não informou o valor pago ao BNP Paribas nem uma data para o lançamento.

Depois do fechamento, Agustin Danza será nomeado CEO da Revolut Bank Argentina S.A.U., indicação que também depende do aval do Banco Central da Argentina. “Este é um marco importante no nosso compromisso de longo prazo com a Argentina. A aprovação do Banco Central nos deixa um passo mais perto de estabelecer nossas operações bancárias no país […]”, afirmou Danza.

A companhia também montou uma equipe de liderança local e um Conselho de Administração, que será presidido por Juan Marotta, ex-CEO do HSBC Argentina. Nos próximos meses, a Revolut diz que pretende reforçar time e infraestrutura no país e seguir atendendo às exigências regulatórias, de capital e operacionais antes de abrir as portas aos clientes.

Argentina entra na estratégia latino-americana

A empresa trata a Argentina como uma de suas oportunidades de crescimento mais promissoras na América Latina. Mesmo reconhecendo que os argentinos já contam com uma ampla oferta de bancos e fintechs, a Revolut aposta em se diferenciar com um único aplicativo que reúna conta do dia a dia, crédito, gastos no exterior, investimentos, recompensas e benefícios de lifestyle. O país também atrai competidores brasileiros, como o Inter, que iniciou operação por lá com conta em dólar.

Segundo a fintech, a compra do Banco Cetelem integra o plano de ampliar sua presença bancária licenciada na região, somando-se às operações que já mantém e aos processos regulatórios em curso. Fundada no Reino Unido em 2015, a Revolut afirma atender mais de 80 milhões de clientes em mais de 40 mercados. Ela opera como banco com licença plena no Reino Unido, no México, na Austrália e no Espaço Econômico Europeu, por meio de licenças na Lituânia e na França.

No México, onde lançou recentemente o Revolut Bank, sua primeira instituição bancária com licença plena fora da Europa, a empresa diz já ter mais de 1 milhão de clientes de varejo. A lista inclui ainda um pedido de licença bancária em andamento nos Estados Unidos, novas licenças nos Emirados Árabes Unidos e avanços regulatórios no Peru e na Colômbia.

O que observar

O próximo passo é a conclusão da compra, ainda sem data divulgada, seguida da aprovação do novo CEO pelo Banco Central da Argentina. Depois disso, entram em jogo o cumprimento das exigências de capital e operacionais e a data do lançamento para clientes, também não divulgada. Para os mais de 150.000 inscritos na lista de espera, o banco começa a operar sem oferecer produtos ao público.

Fontes: Revolut • Banco Central da República Argentina • Let’s Money: Após licença na Colômbia, Revolut pede outra na Suíça • Let’s Money: Inter inicia operação na Argentina com conta em dólar

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