Uma venda secundária de ações, já concluída, coloca a Revolut em US$ 115 bilhões de valuation, 53% acima da marca de um ano antes, sem dinheiro novo no caixa. O banco nos EUA, previsto para o primeiro semestre de 2027, ainda depende de aval regulatório final, e o Brasil aparece na lista de expansão do braço para empresas.
Nesse tipo de operação, as ações mudam de dono e a empresa não recebe o valor. A liquidez vai principalmente para funcionários e acionistas atuais, segundo o Finance Magnates. Estiveram à frente Glade Brook, Coatue, Durable e Baillie Gifford, além de contas assessoradas pela T. Rowe Price Associates, com investidores novos e antigos na mesa. A Revolut não abriu o volume negociado.
Revolut · valuation em vendas de ações
Em pouco mais de dois anos, a marca da Revolut foi de US$ 45 bi a US$ 115 bi
Valuation em cada venda de ações, em US$ bilhões

Fonte: Crunchbase News; TechCrunch. Arte: Let’s Money.
O salto parte dos US$ 75 bilhões fixados em outra venda de ações, em novembro de 2025, que por sua vez superavam os US$ 45 bilhões de agosto de 2024. Em julho de 2026, o Let’s Money já registrava a cifra de US$ 115 bi, com a oferta ainda em andamento.
“A participação acionária dos funcionários tem sido central na nossa cultura desde o primeiro dia. É por isso que, mais uma vez, demos a eles a chance de participar do valor que criaram”, disse Nik Storonsky, fundador e CEO da Revolut. Ele citou como próximo marco chegar a 100 milhões de clientes; hoje são mais de 80 milhões no varejo.
Em 2025, a receita cresceu 46%, para US$ 6 bilhões, e o lucro antes de impostos avançou 57%, para US$ 2,3 bilhões, margem de 38%. Sobre uma ida à bolsa, Storonsky estuda uma dupla listagem em Nova York e Londres. Um IPO, que por relatos citados pelo TechCrunch poderia avaliar a empresa em US$ 200 bilhões, não viria antes de 2028, a depender do mercado.
Banco nos EUA ainda está em preparação
O que a Revolut tem em mãos é o aval condicional para virar banco nos EUA, concedido em setembro de 2026 pelo OCC, o regulador dos bancos nacionais do país.
A carta do órgão, descrita pelo Banking Dive, pede capital inicial de ao menos US$ 95 milhões e índice de alavancagem tier 1 mínimo de 10% nos três primeiros anos de operação. O câmbio de varejo ficou fora dessa aprovação e depende de uma não objeção de supervisão do OCC.
Banco nos EUA: o que já saiu e o que o projeto exige
| Etapa | Situação informada |
|---|---|
| OCC: aprovação preliminar condicional | Obtida em setembro de 2026 |
| Federal Reserve | Aprovação exigida, no quadro de setembro de 2026 |
| FDIC, a seguradora de depósitos | Aprovação exigida, no quadro de setembro de 2026 |
| Abertura do banco | Planejada para o primeiro semestre de 2027, sujeita a aval regulatório final |
Fonte: Banking Dive; TechCrunch








