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QI Tech abre seguradora e mira R$ 3 bi em prêmios em 5 anos

Licenciada pela Susep, a QI Seguradora vai priorizar prestamista, vida e acidentes pessoais e prevê R$ 3 bilhões em prêmios em três a cinco anos.

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· 3 min

A QI Tech, que fornece a tecnologia por trás de empréstimos e meios de pagamento de outras empresas, agora tem uma seguradora própria e quer chegar a R$ 3 bilhões em prêmios dentro de três a cinco anos, segundo o Valor. A QI Seguradora vai priorizar seguro prestamista, de vida e de acidentes pessoais, oferecidos por meio das empresas que já usam a plataforma da QI Tech.

Para chegar ao número, a companhia cruzou três dados: o fluxo de operações que hoje circula pelos seus sistemas, a adesão registrada na oferta de coberturas de outras seguradoras e o valor médio de prêmio das coberturas com que pretende estrear.

QI Seguradora · da licença à meta

Da licença da Susep à meta de R$ 3 bilhões em prêmios

Marcos da seguradora própria e projeção da empresa

Linha do tempo da QI Seguradora: em 20 de agosto de 2026, a Susep publicou a Portaria 156/26, que autoriza a empresa a operar seguros de danos e de pessoas no segmento S3, com capital social de R$ 25 milhões; em novembro de 2026, a QI Tech anunciou a seguradora, com foco inicial em vida, prestamista e acidentes pessoais; a empresa projeta chegar a R$ 3 bilhões em prêmios em três a cinco anos.

A meta de prêmios é projeção da QI Tech. Fonte: CQCS; Valor. Arte: Let’s Money.

Da distribuição à apólice própria

O aval regulatório veio em 20 de agosto de 2026, quando a Susep editou a Portaria 156/26 liberando a QI Seguradora para vender coberturas de danos e de pessoas em todo o território, no segmento S3, de companhias menores. A nova empresa nasce com R$ 25 milhões de capital.

“Antes de solicitar a licença à Susep, a QI Tech já atuava na distribuição de seguros como viabilizadora tecnológica, plugando seguradoras parceiras nas jornadas de crédito e pagamentos dos nossos clientes”, disse Marcelo Buosi, diretor de operações (COO) da QI Tech.

O plano agora é levar seguro à carteira de clientes que contratam banking as a service e crédito via plataforma (lending as a service), sem integração tecnológica nova. Buosi compara a licença às outras duas do grupo. “Assim como fizemos no crédito, com a SCD, e no mercado de capitais, com a DTVM, ela nos dá controle sobre todo o ciclo do produto: desenho, precificação, emissão, cobrança e pós-venda”, afirmou. A sociedade de crédito direto do grupo, a QI SCD, é uma das empresas que subiram a AA na Fitch.

Risco dividido com parceiras e investidores

A divisão de risco planejada segue o tipo de produto. Nas linhas de alto volume e sinistro fácil de prever, a QI Seguradora vai ficar com a subscrição. Coberturas que dependem de rede de atendimento ou de vistoria de sinistro no local serão repartidas com seguradoras e resseguradoras parceiras. “A QI Seguradora não nasce para concorrer com as seguradoras tradicionais, e sim para ser uma avenida de distribuição digital”, disse Buosi.

Uma terceira via ainda está no papel: usar a letra de risco de seguro (LRS) como complemento ao resseguro convencional. Em agosto de 2026, a Susep liberou o BTG para emitir letra de risco de seguro, título que repassa a investidores uma fatia do risco de seguradoras e resseguradoras. No caso da QI, a iniciativa ainda passa por desenho e modelagem. “Como já conhecemos bem a estruturação de ativos para investidores institucionais, a ideia é levar essa experiência para o seguro e aproximar os mercados segurador, ressegurador e de capitais”, diz Buosi.

O que observar

A meta de R$ 3 bilhões depende de transformar em apólice o tráfego que já passa pela plataforma. A pergunta é qual fatia dos tomadores de crédito e dos usuários de pagamento das empresas clientes vai aceitar a cobertura no momento da contratação.

Para seguradoras tradicionais que usam esse canal, vale acompanhar se as linhas de maior volume migram para a subscrição própria. Na frente de capitais, o teste é se plataformas de infraestrutura financeira conseguem levar as LRS da modelagem para emissões de fato.

Fontes: Valor • CQCS • QI Tech • Let’s Money: Susep libera BTG para emitir letra de risco de seguro • Let’s Money: QI Tech sobe a AA na Fitch

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