A QI Tech, que fornece a tecnologia por trás de empréstimos e meios de pagamento de outras empresas, agora tem uma seguradora própria e quer chegar a R$ 3 bilhões em prêmios dentro de três a cinco anos, segundo o Valor. A QI Seguradora vai priorizar seguro prestamista, de vida e de acidentes pessoais, oferecidos por meio das empresas que já usam a plataforma da QI Tech.
Para chegar ao número, a companhia cruzou três dados: o fluxo de operações que hoje circula pelos seus sistemas, a adesão registrada na oferta de coberturas de outras seguradoras e o valor médio de prêmio das coberturas com que pretende estrear.
QI Seguradora · da licença à meta
Da licença da Susep à meta de R$ 3 bilhões em prêmios
Marcos da seguradora própria e projeção da empresa

A meta de prêmios é projeção da QI Tech. Fonte: CQCS; Valor. Arte: Let’s Money.
Da distribuição à apólice própria
O aval regulatório veio em 20 de agosto de 2026, quando a Susep editou a Portaria 156/26 liberando a QI Seguradora para vender coberturas de danos e de pessoas em todo o território, no segmento S3, de companhias menores. A nova empresa nasce com R$ 25 milhões de capital.
“Antes de solicitar a licença à Susep, a QI Tech já atuava na distribuição de seguros como viabilizadora tecnológica, plugando seguradoras parceiras nas jornadas de crédito e pagamentos dos nossos clientes”, disse Marcelo Buosi, diretor de operações (COO) da QI Tech.
O plano agora é levar seguro à carteira de clientes que contratam banking as a service e crédito via plataforma (lending as a service), sem integração tecnológica nova. Buosi compara a licença às outras duas do grupo. “Assim como fizemos no crédito, com a SCD, e no mercado de capitais, com a DTVM, ela nos dá controle sobre todo o ciclo do produto: desenho, precificação, emissão, cobrança e pós-venda”, afirmou. A sociedade de crédito direto do grupo, a QI SCD, é uma das empresas que subiram a AA na Fitch.








