Se estivesse montando um banco digital, Zach Perret, CEO da Plaid, ia querer construir a própria versão de agente de IA, para que conversas como a da hipoteca aconteçam dentro de casa, e não do lado de fora. Ele falou no Money20/20 USA, em Las Vegas, na terça-feira (20), ao lado de Aravind Srinivas, CEO e cofundador da Perplexity.
A conversa, mediada por Scarlett Sieber, Chief Strategy & Growth Officer do Money20/20, girou em torno de quem fica com a relação com o cliente quando a IA entra nas decisões de dinheiro. Também passou pela análise financeira personalizada e pelas experiências com IA que surgem dentro de plataformas de bancos e fintechs.
A dúvida sobre onde o agente vai morar
Perret armou a questão em duas saídas. Numa, o usuário concentra tudo num harness dedicado e multiuso, a camada de software que dá ao modelo de IA as ferramentas para agir. Na outra, os bancos e as fintechs passam a oferecer as próprias experiências de agente, que funcionam ali mesmo, dentro do serviço que o cliente já usa.
“Acho que, se eu estivesse construindo um neobank […], eu também ia querer construir a minha versão disso”, disse Perret, em tradução livre. A vantagem, na avaliação dele, é que a versão da casa pode conhecer melhor aquele usuário e ser desenhada sob medida para o caso de uso.
O exemplo escolhido foi o crédito imobiliário. “Digamos que fosse um neobank que concedesse hipotecas. Eu quero que a conversa sobre a hipoteca aconteça, de fato, dentro das minhas quatro paredes, e não do lado de fora”, afirmou, em tradução livre.
Onde o agente financeiro pode ficar, na leitura de Perret
| Caminho | Como funciona |
|---|---|
| Assistente multiuso | A vida financeira do usuário fica concentrada num harness dedicado e multiuso |
| Agente do banco ou da fintech | Roda dentro do próprio serviço e pode ter informação mais rica sobre o usuário, sob medida para o caso de uso |
| Exemplo citado | Neobank que concede hipotecas: Perret ia querer essa conversa dentro de casa |







