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Money20/20Fintech · Core Banking

Lerian mira internacionalização na Money20/20, em Las Vegas

A empresa brasileira de core bancário estreou booth na Money20/20 USA, de olho nos primeiros clientes no exterior, e ouviu demandas diferentes por região.

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· 4 min

Lerian
Time Lerian, Money20/20 Las Vegas 2026. Foto: Divulgação/Lerian

A Lerian, de core bancário, deu na Money20/20 USA, em Las Vegas, o primeiro passo da sua internacionalização, com um booth próprio no evento. “Para frente internacional, em 2026, a gente colocou uma meta de ver e ser visto”, disse Fred Amaral, fundador e CEO da Lerian, em entrevista ao Let’s Money. A ideia, segundo ele, é “fisgar 2, 3, 4 clientes internacionais, independente de onde for”.

Um espaço menor para sentir o evento

Em 2026, o time está concentrado no Brasil, onde a Lerian coloca clientes em produção, e o plano é fincar bandeira a partir de 2027 nos países onde fechar os primeiros contratos. Em Las Vegas, a escolha foi o booth, formato mais enxuto que um estande e, pela experiência do time, instalado onde mais circulam pessoas atrás de novidade. No ano passado, a cofundadora Marilyn Hahn tinha ido ao evento sem espaço próprio. Desta vez, a ideia era medir a reação da audiência de perto, e deu certo. “A gente viu e foi visto pelo mercado”, disse Fred.

O que o booth mostrou

O time contou o movimento: alguém parava a cada 36 minutos para uma conversa de uns 10 minutos. E a demanda mudava conforme a origem do visitante. Quem vinha da África procurava carteira digital, o que puxa a venda do ledger; do Oriente Médio, o próprio ledger. Os americanos queriam gestão de empréstimos. “Quando a gente vem com uma oferta que é super agnóstica, código novo e muito mais flexível, dá uma liga legal”, disse Fred.

Lerian · booth na Money20/20 USA

No booth, uma conversa a cada 36 minutos

Contagem do time da Lerian no estande da Money20/20 USA, em Las Vegas

Números informados por Fred Amaral, fundador e CEO da Lerian: no booth da Money20/20 USA, uma pessoa parou para conversar a cada 36 minutos, em média, e cada conversa durou cerca de 10 minutos.

Números informados pela empresa. Fonte: Fred Amaral, CEO da Lerian, Money20/20 USA (21/10/2026). Arte: Let’s Money.

Produto pronto e produto por país

O Midaz, ledger da casa, nasceu multimoeda e multiativo. “A gente já construiu um ledger que consegue se adequar para fiat, para stablecoin, para ativos de qualquer tipo”, afirmou Fred. O Matcher, de conciliação, parte de primitivos de matemática, o que reduz a dúvida sobre usá-lo em outros países.

Já o Lender, de crédito, tem uma base comum e ganha plug-ins por país: o do Brasil traz módulos para CCB, nota comercial e consignado. Nos EUA, legislação, relatórios regulatórios e cálculo de juros variam por estado. “Abrir o mercado nos Estados Unidos com o Lender é um trabalho de quatro mãos”, disse Fred. A ideia é montar o módulo americano com o primeiro cliente local.

Onde a Lerian está hoje

A operação roda com clientes desde fevereiro de 2025. Começou por instituições de pagamento e hoje atende também SCDs e instituições financeiras. No crédito, atende CCB e nota comercial, mas ainda não o rural, como a CPR. “Hoje eu tenho 45 pessoas, que já é um time super enxuto”, afirmou Fred. Pela conta dele, o concorrente com menos gente tem 350. Em janeiro de 2026, a Lerian captou US$ 5,5 milhões em rodada seed.

A aposta em serviços

A frente nova, de serviços profissionais, é liderada por Daniel Reis, com passagens pela MB Labs e pela Pismo. “Eu vou te entregar a solução pronta, com o nosso time por trás e um retainer”, resumiu Fred, sobre a mensalidade cobrada após a entrega.

Daniel está na casa há quatro ou cinco semanas, pela estimativa de Fred, e nesse período a frente fechou dois contratos e tem cerca de 18 propostas na rua. Até aqui, as propostas dão carência que o cliente quita depois. Fred quer acelerar: “Eu acho que está na hora de a gente ir mais agressivo”. Ele aposta numa virada do software em um ou dois anos: “Eu não estou te vendendo um reconciliador, eu estou te entregando a reconciliação própria”.

O que observar

A demanda ouvida em Las Vegas mudou por região e tende a definir a ordem da internacionalização: ledger e conciliação viajam prontos, e o crédito depende de regra local. Nos Estados Unidos, onde juros e relatórios mudam por estado, o primeiro cliente de crédito vira parceiro na construção do produto. E vender a solução entregue, no lugar da licença, põe o risco da execução no fornecedor.

Fontes: Lerian • Fred Amaral (LinkedIn) • Daniel Reis (LinkedIn) • Let’s Money

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