Bancos e cooperativas de crédito ganharam uma nova porta de acesso ao cliente que já passa o dia dentro de um chatbot. A Paywhere, empresa de tecnologia bancária, anunciou em San Francisco nesta quarta-feira (23) a disponibilidade comercial de uma plataforma que coloca essas instituições dentro de assistentes, aplicativos e agentes de IA, como ChatGPT, Claude e Copilot.
Como a Paywhere descreve o canal
| Item | O que diz a empresa |
|---|---|
| Onde o cliente é atendido | Assistentes, aplicativos e agentes de IA que ele já usa (ChatGPT, Claude e Copilot como exemplos) |
| O que a instituição mantém | Marca, contas, direitos de acesso (entitlements), permissões e controles |
| Quem define as regras | A instituição decide o que é permitido e enxerga cada interação |
| Integração | Ao lado do core e dos sistemas digitais existentes, sem equipe interna de engenharia |
| Público | Clientes de varejo e empresas, com ênfase em pequenos negócios |
Comunicado de disponibilidade comercial da plataforma. Fonte: Paywhere
A aposta de levar o banco até a IA do cliente
A tese da empresa parte de uma constatação de uso: correntistas pessoa física e empresas tratam cada vez mais os assistentes de IA como o lugar onde o trabalho acontece. Em vez de pedir que a instituição desenvolva um modelo próprio, a Paywhere se apresenta como a camada de conexão entre o banco e essas ferramentas de terceiros. Pelo desenho descrito, quem decide o que o assistente pode fazer é a instituição, que acompanha cada interação e segue dona do relacionamento.
“Por anos, bancos e cooperativas de crédito viram fintechs conquistarem relacionamentos que levaram décadas para construir, e os depósitos seguiram esses relacionamentos porta afora”, disse Girish Mutreja, fundador e CEO da Paywhere, em tradução livre. Para ele, “a IA pode acelerar isso ou revertê-lo”.
O pano de fundo tem número. Uma recapitulação das pesquisas de 2025 da consultoria Cornerstone Advisors aponta que mais de US$ 3 trilhões em depósitos deixaram recentemente as instituições financeiras rumo a plataformas de investimento lideradas por fintechs. No comunicado, a Paywhere usa o mesmo valor com um recorte mais amplo: cinco anos de saída para fintechs, neobancos e plataformas digitais de investimento.







