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Paywhere leva bancos a atender em ChatGPT, Claude e Copilot

Plataforma permite a bancos e cooperativas de crédito atender clientes em ChatGPT, Claude e Copilot sem construir IA própria e mantendo marca e controles.

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· 3 min

gguy / Shutterstock.com

Bancos e cooperativas de crédito ganharam uma nova porta de acesso ao cliente que já passa o dia dentro de um chatbot. A Paywhere, empresa de tecnologia bancária, anunciou em San Francisco nesta quarta-feira (23) a disponibilidade comercial de uma plataforma que coloca essas instituições dentro de assistentes, aplicativos e agentes de IA, como ChatGPT, Claude e Copilot.

Como a Paywhere descreve o canal

Item O que diz a empresa
Onde o cliente é atendido Assistentes, aplicativos e agentes de IA que ele já usa (ChatGPT, Claude e Copilot como exemplos)
O que a instituição mantém Marca, contas, direitos de acesso (entitlements), permissões e controles
Quem define as regras A instituição decide o que é permitido e enxerga cada interação
Integração Ao lado do core e dos sistemas digitais existentes, sem equipe interna de engenharia
Público Clientes de varejo e empresas, com ênfase em pequenos negócios

Comunicado de disponibilidade comercial da plataforma. Fonte: Paywhere

A aposta de levar o banco até a IA do cliente

A tese da empresa parte de uma constatação de uso: correntistas pessoa física e empresas tratam cada vez mais os assistentes de IA como o lugar onde o trabalho acontece. Em vez de pedir que a instituição desenvolva um modelo próprio, a Paywhere se apresenta como a camada de conexão entre o banco e essas ferramentas de terceiros. Pelo desenho descrito, quem decide o que o assistente pode fazer é a instituição, que acompanha cada interação e segue dona do relacionamento.

“Por anos, bancos e cooperativas de crédito viram fintechs conquistarem relacionamentos que levaram décadas para construir, e os depósitos seguiram esses relacionamentos porta afora”, disse Girish Mutreja, fundador e CEO da Paywhere, em tradução livre. Para ele, “a IA pode acelerar isso ou revertê-lo”.

O pano de fundo tem número. Uma recapitulação das pesquisas de 2025 da consultoria Cornerstone Advisors aponta que mais de US$ 3 trilhões em depósitos deixaram recentemente as instituições financeiras rumo a plataformas de investimento lideradas por fintechs. No comunicado, a Paywhere usa o mesmo valor com um recorte mais amplo: cinco anos de saída para fintechs, neobancos e plataformas digitais de investimento.

Pequenas empresas no centro da oferta

É nos pequenos negócios que a empresa enxerga a maior lacuna. O comunicado cita 36,2 milhões de pequenas empresas nos EUA, 99,9% do total de companhias do país, e afirma que a maioria dos bancos entrega a esse público produtos de varejo simples demais ou soluções corporativas complexas e caras demais para o porte delas. Segundo a Paywhere, muitos donos já recorrem à IA para controlar o caixa, quitar contas e cuidar da contabilidade, e esperam que o banco funcione dentro dessas ferramentas.

“Bancos e cooperativas de crédito não precisam construir IA para continuar relevantes. Precisam ser conectáveis à IA em que seus clientes já confiam”, disse Brett Vasconcellos, cofundador da Paywhere, em tradução livre. Segundo a empresa, a plataforma foi demonstrada ao vivo no FinovateFall, em Nova York, em 10 de setembro, com um cliente resolvendo tarefas bancárias por um assistente de IA sob os controles da instituição.

O movimento de abrir serviços financeiros aos assistentes aparece em outros mercados. Na Alemanha, uma corretora passou a aceitar comandos de ChatGPT e Claude. No Brasil, o PicPay integrou o Claude duas semanas após estrear no ChatGPT, como registrou o Let’s Money.

O que observar

O comunicado não nomeia instituições clientes, e o primeiro teste público será ver bancos e cooperativas de crédito colocando o canal em produção. A promessa de dispensar equipe de engenharia própria também será posta à prova na integração com sistemas centrais legados.

Outra questão é de responsabilidade. Quando um cliente executa uma operação por meio de um assistente de terceiros, vale acompanhar como bancos, provedores de IA e fornecedores de infraestrutura vão dividir o risco de uma instrução mal interpretada, e se reguladores vão exigir trilhas de auditoria específicas para esse canal.

Fontes: Paywhere (PR Newswire)PaywhereCornerstone AdvisorsFinextra

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