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Finastra lança software para bancos financiarem fornecedores

Sistema anunciado no Sibos 2026 une crédito a fornecedores, trade finance e empréstimos do banco; financiamento de estoque fica para versões futuras.

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A Finastra, fornecedora de software para bancos, anunciou no Sibos 2026 o Supply Chain Finance, sistema com que uma instituição financeira monta e opera programas de financiamento da cadeia de suprimentos. O produto cobre desde a entrada de compradores e fornecedores até a revenda dos ativos a outros investidores, e conversa com as plataformas de comércio exterior e de empréstimos que a empresa já vende.

O que o novo sistema da Finastra promete aos bancos

Frente O que a empresa descreve
Entrada de clientes Captação e onboarding de compradores e fornecedores
Operação Execução e acompanhamento com processamento automático de ponta a ponta
Conexões ERPs das empresas e parceiros de comércio exterior, pelas APIs Nexus
Risco Detecção de fraude com IA, triagem de compliance e checagem de elegibilidade
Mercado secundário Distribuição de ativos com preço, limites e conciliação automáticos
Implantação Do servidor próprio do banco (on-premise) ao SaaS
Versões futuras, sem data Pedido de compra, pré e pós-embarque, estoque e distribuidores

Comunicado da Finastra sobre o Supply Chain Finance. Fonte: Finextra

Crédito a fornecedores no mesmo painel do trade finance

O argumento central da Finastra é reunir num só lugar o que o banco costuma controlar em sistemas separados. Pelo comunicado, a instituição passa a acompanhar limites, exposições e dados de trade finance, cartas de crédito, garantias, empréstimos e supply chain finance numa plataforma única. A ligação se dá pelas APIs Nexus com o Trade Innovation, voltado a operações de comércio exterior, e o Loan IQ, sistema de gestão de empréstimos corporativos da mesma empresa.

Na conta da própria fornecedora, a arquitetura aguenta milhares de contrapartes e milhões de faturas, com acompanhamento em tempo real. A empresa também diz que o produto herda a resiliência das soluções que, segundo ela, atendem milhares de bancos no mundo. São números declarados pela Finastra, sem detalhamento de clientes que já contrataram o sistema novo.

“Ao combinar novas capacidades de supply chain finance com o Trade Innovation e o Loan IQ, estamos permitindo que os bancos adotem uma abordagem mais conectada para o capital de giro”, disse, em tradução livre, Vinay Mendonca, chefe de produto de trade, supply chain finance e canais corporativos da Finastra. Para o executivo, as instituições querem colocar produtos de capital de giro na rua com mais velocidade, abrir fontes de receita e gastar menos, sem descuidar do risco operacional e das exigências regulatórias.

O que ainda está por vir

A primeira versão não fecha o portfólio. A empresa informa que lançamentos futuros vão acrescentar financiamento de pedido de compra, operações de pré e pós-embarque, crédito para estoque e para distribuidores, entre outras linhas de capital de giro. O comunicado não traz calendário para essas etapas.

O anúncio faz parte de uma reforma mais ampla do Trade Innovation, que a companhia descreve como em transição para um ecossistema modular, preparado para nuvem e construído a partir de APIs. O Loan IQ, a outra ponta da integração, já tinha recebido reforço de IA quando Finastra e Marketnode cortaram o tempo de onboarding de contratos de crédito.

O lançamento chega num momento de indefinição societária. A Vista Equity Partners, gestora que controla a empresa, avalia opções que incluem a venda da Finastra, num processo que, segundo reportagem da Reuters de meados de setembro, estava em estágio inicial e sem decisão tomada.

O que observar

A oferta mira bancos que já rodam os sistemas de comércio exterior e de empréstimos da mesma fornecedora, para quem ligar o financiamento a fornecedores tende a ser uma extensão do que já existe. A pergunta é se essa vantagem de base instalada pesa mais que a especialização de fintechs de antecipação de recebíveis e plataformas dedicadas a supply chain finance, que disputam os mesmos programas com bancos parceiros.

Vale acompanhar também o uso do mercado secundário embutido. Se os bancos passarem a revender com facilidade os ativos desses programas, o limite do balanço deixa de ser o teto do volume que conseguem oferecer a fornecedores, e a disputa por esses programas muda de escala. O teste será ver quais instituições anunciam os primeiros programas no sistema, e em quanto tempo.

Fontes: Finextra • Let’s Money

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