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StablecoinCripto · Pagamentos internacionais

Visa: 46% na Ásia-Pacífico preveem usar stablecoin em 5 anos

Estudo da Visa com 14.250 consumidores de 14 mercados da Ásia-Pacífico mostra que 66% conhecem stablecoins, mas só 16% as usaram nos últimos 12 meses.

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· 3 min

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Piotr Swat / Shutterstock.com

Quase metade dos consumidores da Ásia-Pacífico se vê usando stablecoin nos próximos cinco anos, mas pouca gente sabe como ela funciona. Em pesquisa divulgada pela Visa nesta segunda-feira (5), com 14.250 pessoas de 14 mercados da região, 46% acham provável esse uso. Só 6% demonstram entender com precisão o mecanismo.

Visa · consumidores da Ásia-Pacífico e stablecoins

66% conhecem stablecoin, mas só 6% entendem como ela funciona

% do total de 14.250 entrevistados em 14 mercados; campo em junho e julho de 2026

Gráfico de barras horizontais com resultados do estudo da Visa com 14.250 consumidores de 18 a 65 anos em 14 mercados da Ásia-Pacífico, campo entre junho e julho de 2026. 66% conhecem stablecoins. 46% acham provável usar stablecoins nos próximos cinco anos, intenção declarada. 16% usaram stablecoins nos últimos 12 meses. 6% demonstram entendimento preciso de como stablecoins funcionam.

Todos os percentuais se referem ao total de 14.250 entrevistados. A barra tracejada é intenção declarada, não uso. Fonte: pesquisa da Visa divulgada em comunicado (05/10/2026). Arte: Let’s Money.

Interesse que vai além de negociar cripto

A pesquisa mede intenção, e a distância para a prática aparece no próprio levantamento: 16% usaram stablecoins nos últimos 12 meses, contra os 46% que projetam o uso. A curiosidade alcança compras online do dia a dia, gastos em viagem e compras no exterior. Para 49%, a moeda pode virar um caminho comum para mandar dinheiro de um país a outro em cinco anos, o que a bandeira liga a remessas e transferências internacionais.

Os recortes por mercado mostram onde o tema está mais maduro. Hong Kong (84%), Índia (80%) e Tailândia (77%) têm os maiores índices de conhecimento, e Vietnã e Índia, ambos com 67%, lideram a intenção de uso no horizonte de cinco anos. A amostra cobre China continental, Taiwan, Hong Kong, Japão, Coreia, Singapura, Malásia, Tailândia, Indonésia, Filipinas, Vietnã, Índia, Austrália e Nova Zelândia, com campo entre junho e julho de 2026.

Visa · conhecimento de stablecoins por mercado

Hong Kong, Índia e Tailândia lideram o conhecimento de stablecoin

% que conhecem stablecoins: os três maiores índices e o total dos 14 mercados

Gráfico de barras horizontais com a fatia de consumidores que conhecem stablecoins, segundo estudo da Visa: Hong Kong 84%, Índia 80%, Tailândia 77%, os três maiores índices, contra 66% no total dos 14 mercados da Ásia-Pacífico pesquisados.

Hong Kong, Índia e Tailândia são os três maiores índices de conhecimento entre os 14 mercados. 66% é o total da região. Fonte: pesquisa da Visa divulgada em comunicado (05/10/2026). Arte: Let’s Money.

“Estamos vendo uma mudança significativa na forma como os consumidores da Ásia-Pacífico pensam sobre stablecoins”, disse Nischint Sanghavi, chefe de moedas digitais da Visa na Ásia-Pacífico (Head of Digital Currencies, Asia Pacific), em tradução livre. Em Hong Kong, o mercado com mais conhecimento na amostra, o HSBC vai lançar a stablecoin RedCoin até dezembro.

Confiança e entendimento ainda pesam

O conhecimento já é amplo, com 66% dizendo saber o que são stablecoins, mas os equívocos também: 41% acreditam que elas sempre se valorizam. Entre quem conhece a moeda, 49% acham que ela só serve para comprar e vender outras criptomoedas. No grupo que conhece e nunca usou, 38% citam medo de fraudes ou golpes, e 36% apontam falta de entendimento como trava.

Quando a pergunta é em quem confiar, entidades ligadas a governo ou banco central (27%) e bancos ou instituições financeiras reguladas (26%) aparecem no topo. A Visa, que tem produto nessa frente, diz trabalhar com bancos e parceiros de pagamento, inclusive pela Visa Stablecoin Platform, voltada a emitir, movimentar e gerir stablecoins. Em setembro, a bandeira anunciou a parceria com a Reap para levar cartões com stablecoin a novos mercados.

“Os consumidores querem que as stablecoins pareçam uma parte natural dos pagamentos em que já confiam, e não um sistema separado”, afirmou Sanghavi, também em tradução livre. No Brasil, outro relatório da Visa, o Money Travels 2026, já tinha associado a confiança à intenção de brasileiros de usar stablecoin em remessas protegidas contra fraude.

O que observar

A pesquisa foi encomendada por uma rede de pagamentos que vende infraestrutura para stablecoins, e mede o que as pessoas dizem que fariam. O teste será ver se a intenção declarada vira uso quando a moeda chegar embutida em apps de bancos e carteiras já conhecidas, sem exigir que o cliente entenda o lastro.

A preferência por emissores ligados a autoridades e a bancos regulados pode favorecer instituições tradicionais sobre emissores nativos de cripto. Vale acompanhar se reguladores da região vão exigir educação financeira e proteção contra golpes como condição de oferta, já que fraude lidera as barreiras entre quem nunca usou.

Fontes: Visa (PR Newswire) • Finextra

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