A Visa divulgou em 14 de setembro de 2026 o relatório global Money Travels 2026, segundo o qual mecanismos robustos de proteção contra fraudes e perdas financeiras poderiam elevar para 74% a intenção de brasileiros de adotar stablecoins em remessas internacionais. O número vem de um cenário hipotético testado na pesquisa e, de acordo com a empresa, representa um dos maiores aumentos registrados no mundo.
O levantamento ouviu mais de 1.000 adultos no Brasil, dentro de um estudo com 20 países. A conclusão da Visa é que agilidade e custo baixo seguem entre as prioridades, mas confiança e segurança passaram a pesar de forma determinante na escolha do meio usado para mandar dinheiro a familiares e amigos no exterior.
Stablecoins e remessas no Brasil, segundo a Visa
| Indicador | Dado |
|---|---|
| Intenção de adotar stablecoins com proteção robusta (cenário hipotético) | 74% |
| Conhecem as stablecoins | 51% |
| Confiam mais em moeda digital de instituições tradicionais | 77% |
| Remetentes que já se depararam com golpe | cerca de 1 em cada 5 |
Pesquisa com mais de 1.000 adultos no Brasil, conduzida pela Morning Consult entre fevereiro e março de 2026. Fonte: Visa
Brasileiro conhece stablecoin, mas confunde com bitcoin
Segundo o relatório, 51% dos consumidores brasileiros conhecem as stablecoins, índice acima do observado na Europa e na América do Norte. Ao mesmo tempo, 36% acreditam, de forma equivocada, que o valor dessas moedas oscila como o do Bitcoin. Quando recebem explicações sobre a estabilidade de preço e sobre possíveis vantagens fiscais, três em cada quatro entrevistados dizem que estariam dispostos a usar o ativo, a resposta mais forte entre as alavancas de adoção avaliadas.
Quem oferece o serviço também conta. Para 77% dos brasileiros ouvidos, serviços de moeda digital de instituições financeiras tradicionais e consolidadas inspiram mais confiança. Na leitura da Visa, isso dá a redes de pagamento e a grandes empresas de tecnologia vantagem sobre plataformas nativas do universo cripto. A pesquisa também indica que quase metade dos participantes aceitaria transações mais lentas em troca de mais proteção contra fraudes.
“Para muitas famílias brasileiras, as remessas são uma fonte essencial de suporte financeiro”, disse Cesar Espinoza, head de Visa Direct para a América Latina e o Caribe. “Porém, inovação por si só não basta. Com segurança e confiança ganhando protagonismo, a oportunidade está em oferecer experiências internacionais que combinem conveniência e confiança, garantindo segurança, previsibilidade e rapidez em todas as transferências”.








