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Thredd vai oferecer stablecoin a emissores de cartão

Parceria com a Velocity põe conversão e liquidação em stablecoin na plataforma da Thredd; foco inicial é B2B, e a oferta chega mercado a mercado.

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A Thredd, que processa cartões para fintechs e bancos digitais, vai incorporar à sua plataforma a movimentação de dinheiro em stablecoins, com infraestrutura da Velocity. A oferta foi pensada como global, mas a estreia comercial acontece mercado a mercado, conforme a prontidão regulatória, de parceiros e de produto, segundo a FinTech Global.

O que a parceria prevê para os clientes da Thredd

Item Como fica
Conversão Moeda fiduciária para stablecoins suportadas, e o inverso
Transferência Pela blockchain ou por trilhos fiduciários conectados
Usos Abastecer contas, repasses e liquidação
Foco inicial Aplicações B2B e B2B2B
Disponibilidade Mercado a mercado, conforme prontidão regulatória, de parceiros e de produto

Capacidades descritas no comunicado de Thredd e Velocity. Fonte: FinTech Global

O que muda para quem emite cartão pela Thredd

O acordo saiu em comunicado na quarta-feira (23), segundo o PYMNTS. Pelo desenho divulgado, o cliente da processadora poderá trocar moeda fiduciária pelas stablecoins aceitas no sistema, e vice-versa, mandar os recursos pela blockchain ou por conexões bancárias e usar esses tokens para abastecer contas, pagar repasses e fechar a liquidação. A primeira leva de casos é empresarial: cartões com lastro em stablecoin, pagamentos para fora do país, tesouraria global e liquidação direto na blockchain.

Cada empresa cuida de uma parte. A Velocity fornece as carteiras programáveis, a ponte entre redes blockchain e o sistema bancário, liquidez, conversão e a orquestração das transferências. A Thredd acopla isso ao que já opera: razão contábil (ledger), APIs, processamento do emissor, controles do cartão, ferramentas de fraude e risco, conciliação e suporte. Pela declaração conjunta, o cliente passa a ter uma porta única, comercial e técnica, para guardar, mover e gastar valor.

“As stablecoins estão se tornando rapidamente uma parte importante da infraestrutura global de pagamentos, mas os clientes não deveriam ter de reconstruir sua pilha de pagamentos para aproveitá-las”, disse Jim McCarthy, CEO da Thredd (em tradução livre). Do lado da Velocity, Eric Queathem, CEO e fundador, afirmou que “esta parceria dá a esses clientes uma forma prática de usar trilhos de stablecoin dentro de um ambiente que eles já conhecem” (em tradução livre).

Quem são as duas empresas

A Thredd entrega débito, crédito, carteira digital e ledger por uma API só, e atende mais de 100 fintechs, bancos digitais e provedores de finanças embutidas espalhados por mais de 50 países, segundo a FinTech Global. A Velocity se descreve como plataforma de pagamentos e tesouraria em stablecoin para diretores financeiros e tesoureiros; tem entre os investidores Visa, Capital One, Circle, Dragonfly e FirstMark Capital.

A Velocity já tinha aparecido em outro acordo recente, quando o banco MVB entrou em piloto de stablecoin no Visa Direct com ela como parceira. Entre as processadoras, o movimento também não é isolado: a processadora Euronet levará cartões em stablecoin a bancos.

O PYMNTS ligou o anúncio a um relatório próprio, publicado no início deste mês. Segundo o estudo, a vantagem competitiva está migrando “para as camadas ao redor do token: custódia, crédito, liquidez, liquidação, câmbio, compliance e distribuição para desenvolvedores” (em tradução livre).

O que observar

Um ponto a acompanhar é o capital parado. Em programas de cartão que operam em vários países, o uso de stablecoin poderia reduzir o dinheiro que o emissor precisa manter em cada mercado e aliviar exigências de pré-financiamento e garantias, segundo a FinTech Global. Vale observar se emissores e gestores de programa vão de fato liberar esse caixa ou manter as reservas por cautela.

Outra pergunta é o ritmo. Como a estreia depende da prontidão regulatória em cada jurisdição, a ordem em que os mercados forem liberados dirá mais sobre o alcance do que o anúncio global. Também fica em aberto quais stablecoins entram na lista das suportadas, já que nenhuma das duas empresas as nomeou até aqui.

Fontes: PYMNTS • FinTech Global • Let’s Money (MVB) • Let’s Money (Euronet)

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