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Coinbase amplia app: IA, ações tokenizadas e cartão com USDC

Coinbase lança IA Advisor com aval da SEC, prepara ações tokenizadas para julho e expande cartão One com USDC em corrida por super app financeiro.

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· 4 min

Atualizado em

24K-Production / Shutterstock.com

A Coinbase anunciou nesta terça (16) uma virada de produto para reposicionar o app como hub financeiro completo. O pacote inclui a IA Coinbase Advisor, registrada na SEC, ações tokenizadas para clientes fora dos EUA em julho de 2026 e o cartão Coinbase One com USDC como garantia. O movimento ecoa a agenda da CVM brasileira, que prioriza tokenização em 2026.

A virada de produto na Coinbase

Feature Status
Coinbase Advisor (IA com registro na SEC) Em rollout para Coinbase One nos EUA
Ações tokenizadas Para clientes fora dos EUA em julho de 2026
Opções (cripto e ações) Anunciadas para os próximos meses
Cartão One com USDC como garantia Anunciado
Travel Portal (5% em bitcoin) Anunciado
Empréstimo contra Solana em staking Anunciado
Coinbase Developer Platform Anunciado

Features anunciadas no System Update do dia 16 de junho de 2026. Fonte: PYMNTS

O Advisor chega com aval regulatório raro

O destaque do anúncio é a Coinbase Advisor, descrita pela empresa como “uma IA que ajuda a desenhar tax-loss harvesting complexo e transforma notícias quentes em recomendações de trade em múltiplos ativos” (em tradução livre da declaração ao PYMNTS). A ferramenta sai diretamente para os assinantes Coinbase One nos EUA, em rollout iniciado nesta terça.

A novidade está no enquadramento regulatório. Segundo apuração de portais cripto especializados, o Advisor opera como Registered Investment Adviser na SEC e Commodity Trading Advisor na NFA, com a exigência de aprovação do usuário antes de executar qualquer ação. É a primeira aposta de uma exchange em colocar IA financeira dentro do app com cobertura regulatória completa. Em paralelo, a empresa abriu o que chamou de Coinbase for Agents, que libera sistemas externos de IA a operar dentro de limites definidos pelo cliente, na linha do agente de IA que o Let’s Money cobriu na semana passada.

Ações, cartão e empréstimo: o resto do pacote

Em julho, clientes fora dos EUA passam a comprar ações tokenizadas dentro do app. Para os próximos meses, a empresa prepara opções de cripto e de ações na Coinbase Advanced, com comissão zero em equities, e índices temáticos via perpétuos de RWA, em terreno aberto pelo regulador americano quando o CFTC liberou os perpétuos cripto nos EUA no início de junho. No varejo, o Coinbase One Card ganha um Travel Portal com 5% de cashback em bitcoin nas reservas, e abre vaga para quem não passa pelas régua tradicional de crédito ancorar o cartão em USDC como garantia. Há também empréstimo contra Solana em staking e um framework chamado Transfer Protection para segurança de saídas.

No lado business, a Coinbase Developer Platform empacota infraestrutura de carteira, pagamentos, trading e emissão de stablecoin para empresas. A tese da empresa veio em uma frase: “O futuro das finanças não vai estar dividido entre banco, corretora e carteira de cripto. Ele é unificado, inteligente, onchain e na Coinbase” (em tradução livre da declaração ao PYMNTS).

A ponte com o Brasil

A virada da Coinbase chega num momento em que a tokenização entrou para a agenda regulatória brasileira como prioridade, com normas em elaboração coordenada pelo Banco Central e pela CVM. A Base, blockchain de camada 2 da Coinbase, elegeu o Brasil como mercado prioritário para 2026, com foco em stablecoins, tokenização de ativos tradicionais e expansão da comunidade de desenvolvedores.

O que observar

A combinação de IA com aval regulatório, tokenização de ativos tradicionais e infraestrutura B2B coloca exchanges cripto em rota de colisão com corretoras digitais, neobanks e provedores de software de tesouraria. A pergunta operacional é quem responde primeiro. Corretoras digitais e neobanks brasileiros já têm a base de clientes e a licença bancária, mas precisam acelerar o caminho de tokenização e construir camada de IA equivalente. Asset managers com produto de RWA dependem agora de janelas regulatórias coordenadas entre reguladores.

Vale acompanhar o ritmo com que a CVM e o Banco Central abrem regras finais para tokenização de ações e instrumentos derivativos, e se exchanges com foco internacional ganham licença para operar produtos similares em território brasileiro antes de quem está hoje na frente do balcão. O cronograma sugere janela curta: se a virada do exterior se acelera no segundo semestre, jogadores locais precisam decidir entre construir, comprar ou licenciar a camada onchain antes de perderem clientes para quem chegou primeiro.

Fontes: PYMNTSNews.Bitcoin.comSpaceMoneyMorningjogLet’s Money: agente de IA da CoinbaseLet’s Money: CFTC libera perpétuos cripto nos EUA

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