O Santander está transformando seu modelo de family office no Brasil em uma gestora de patrimônio com gestão discricionária. A mudança visa ampliar o público-alvo e escalar o atendimento no segmento de grandes fortunas, área que cresce rapidamente no país.
Segundo reportagem do NeoFeed, o serviço atualmente restrito a tíquetes acima de R$ 100 milhões passará a atender famílias a partir de R$ 10 milhões. Com isso, a área pretende dobrar de tamanho e saltar de 25 para 50 clientes até o fim de 2026.
Expansão global da Beyond Wealth
Globalmente, o banco espanhol lançou a operação com a marca Beyond Wealth. Em menos de um ano, a iniciativa já reúne mais de US$ 6 bilhões sob gestão. A operação está posicionada em Espanha, Brasil, Miami e Suíça.
Vitor Ohtsuki, sócio-diretor do Santander Private Banking, destacou que a proposta não é criar um family office massificado. O foco está em atender clientes sofisticados que buscam consolidação dos investimentos e uma estratégia única para a carteira.
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Crescimento do private banking
Além do family office, o Santander reformulou seu private banking nos últimos anos. O banco investiu em tecnologia, pessoas e maior prateleira de produtos, com foco no segmento ultra high net worth, acima de R$ 100 milhões.
Em 2025, o Santander Private cresceu 16% e atingiu R$ 300 bilhões sob custódia, incluindo operações onshore e offshore. Neste ano, o banco aprovou a contratação de mais 25 banqueiros, dos quais 17 já estão na casa, para ampliar o atendimento regional fora do Sudeste.
O movimento ocorre em meio à crescente competição no mercado de wealth management. Casas independentes como G5 Partners, TAG Investimentos e Turim têm avançado no segmento. Bancos incumbentes como BTG, que comprou o Julius Baer no ano passado, e UBS, com a UBS Consenso, também reforçam suas estruturas.