A Duqu, fintech de Amsterdã que libera às empresas o dinheiro parado em faturas ainda não pagas, levantou € 1,5 milhão em uma rodada pré-seed com a Curiosity VC e a No Such Ventures. Além do adiantamento, a startup oferece o próprio motor de análise de crédito com IA a bancos, credores e empresas de leasing.
A Duqu em números, segundo a empresa
| Indicador | Valor |
|---|---|
| Rodada pré-seed | € 1,5 milhão |
| Pedidos processados nos três primeiros meses | Mais de € 4 milhões |
| Adiantamentos concedidos no mesmo período | Mais de € 1 milhão |
| Análise de crédito automatizada | Cerca de 95% |
| Liberação após aprovação | Até 24 horas |
| Faturas B2B pagas com atraso na Holanda (média) | 46% |
Dados divulgados pela Duqu. Fonte: Finextra
Adiantamento sem vender a fatura
O ponto de partida é o prazo. Segundo o comunicado da empresa, as companhias holandesas quitam em média 46% das faturas B2B depois do vencimento, o que deixa receita já conquistada travada por semanas enquanto folha de pagamento, estoque e contratações seguem correndo. O release não indica a origem desse percentual.
A Duqu avalia a fatura emitida contra um cliente empresarial e, com base nessa análise, antecipa o valor ao emissor. A diferença em relação ao factoring, pela descrição da startup, é que a nota continua com quem vendeu, assim como o contato com o comprador. Não há piso nem teto por operação, a tarifa só incide quando o recurso é de fato usado e, depois de aprovado, o dinheiro chega em até 24 horas, muitas vezes em menos de uma hora.
A ideia surgiu quando um empreendedor conhecido pediu um empréstimo a Maas de Goede, cofundador da Duqu, enquanto aguardava o pagamento de um cliente. “O crescimento não pode esperar uma fatura ser paga”, disse De Goede (em tradução livre). Nos três primeiros meses no ar, a fintech diz ter processado mais de € 4 milhões em pedidos e liberado mais de € 1 milhão.








