O JPMorgan Chase consultou várias empresas sobre a ideia de elas assumirem o risco de aprovar pedidos de cartão de crédito que o banco recusa nos EUA, segundo reportagem do Wall Street Journal publicada na terça-feira (22). Ao jornal, um porta-voz afirmou que o banco não tem planos para um programa desse tipo.
Como funcionaria a segunda análise, segundo o relato
| Etapa | O que foi reportado |
|---|---|
| 1. Pedido negado | O JPMorgan recusa o candidato ao cartão |
| 2. Nova avaliação | Empresas consultadas pelo banco poderiam aprovar o pedido e ficar com o risco |
| 3. Funding | Parte dessas empresas procurou gestoras de crédito privado |
| Status | Fase inicial, pode não sair; o banco diz não ter planos para o programa |
Desenho descrito por fontes ao Wall Street Journal. Fonte: PYMNTS
O atrito entre emissor e marcas parceiras
Pela leitura do WSJ, a consulta seria uma forma de aliviar uma disputa antiga do banco com as marcas que dividem com ele os cartões, como varejistas e companhias aéreas. Essas empresas contam com o cartão próprio para conquistar clientes e costumam pressionar o emissor a aceitar mais candidatos do que a régua de crédito dele admite.
A United Airlines aparece como exemplo. Parte das fontes relatou ao jornal que o volume de recusas do JPMorgan criou desgaste com a companhia aérea. Do lado da United, uma pessoa a par do programa de cartão disse que as duas empresas trabalharam para contornar o problema.
A reportagem também cita o Apple Card como exemplo desse conflito. A Apple queria que o Goldman Sachs aprovasse praticamente todo mundo que pedisse o cartão, e o banco acabou com exposição acima do normal a clientes subprime, de maior risco. O produto vai trocar de emissor: pela transição em que o JP Morgan Chase assume o Apple Card e encerra a parceria da Apple com o Goldman, o JPMorgan passará a emitir o cartão.








