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Plaid renova nos EUA seu score de crédito por fluxo de caixa

Segundo a Plaid, o Ls2 tem 42% mais poder preditivo que o dado de crédito tradicional; o tomador autoriza o acesso à conta uma vez e reaproveita depois.

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· 3 min

Piotr Swat / Shutterstock.com

A Plaid, que conecta contas bancárias a aplicativos financeiros, apresentou na terça-feira (6) a segunda geração de seus scores de crédito montada sobre a movimentação da conta do consumidor nos EUA. Pelos números da própria empresa, o modelo central, chamado Ls2, tem 42% mais poder preditivo do que os dados de crédito tradicionais usados sozinhos.

No Instant Link, o consumidor elegível autoriza uma vez que credores consultem seu fluxo de caixa pela agência de informações de crédito (CRA) da Plaid, sem reconectar a conta a cada pedido. Depois, segundo a Plaid, basta ao credor enviar dados básicos, como nome, endereço e telefone, para receber as informações autorizadas em menos de dois segundos.

Uma escala nova e modelos por tipo de empréstimo

O LendScore estreou no ano passado, com ganho médio de 25% no desempenho preditivo quando combinado aos dados tradicionais, segundo a Plaid. A segunda geração troca a escala para 1.000 a 2.000 pontos e ganha versões dedicadas a financiamento de veículos, crédito imobiliário e empréstimos de curto prazo.

No curto prazo, que inclui o BNPL, o modelo pode aprovar 63% mais tomadores com o mesmo nível de risco; no imobiliário, que abrange hipotecas e linhas com garantia do imóvel (HELOC), 6,3% a mais. Entre candidatos deep-subprime a financiamento de veículo, a versão automotiva pode cortar a inadimplência em 26% com a mesma taxa de aprovação.

Plaid · LendScore 2 contra dados de crédito tradicionais

Nos testes da Plaid, o fluxo de caixa amplia aprovação e reduz atraso

Desempenho declarado pela empresa, sempre comparado ao uso só de dados de crédito tradicionais

Desempenho declarado pela Plaid para o LendScore 2, sempre em comparação com o uso só de dados de crédito tradicionais: o modelo central Ls2 tem 42% mais poder preditivo; o modelo de curto prazo, para produtos como BNPL, aprova 63% mais tomadores com o mesmo nível de risco; e o modelo de veículos, em teste com candidatos deep-subprime, reduz a inadimplência em 26% com a mesma taxa de aprovação.

Resultados de testes informados pela própria empresa. Fonte: Plaid (06/10/2026). Arte: Let’s Money.

Já o LendScore Arc, primeiro modelo de crédito da Plaid baseado em transformer, pesa a ordem e o momento das transações. Nos testes iniciais, teve ganho preditivo de 20% sobre o modelo central entre tomadores deep-subprime e de 24% entre os super-prime. Cada nota sai com códigos de motivo, e os testes de crédito justo são feitos com a Fairplay.

Michelle Young, da Plaid, disse no comunicado que os credores nem sempre conseguiram usar o dado de fluxo de caixa. “A próxima geração do LendScore e os modelos especializados fecham essa lacuna em escala, e, com o Arc, estamos dando aos credores novas ferramentas para ampliar o acesso a crédito mais acessível”, afirmou, em tradução livre.

Birôs também caminham nessa direção: a Experian leva o extrato de PMEs à análise de crédito nos EUA.

Modelo de fundação chega ao antifraude

O pacote traz um modelo de fundação dedicado a fraude que passa a alimentar o Protect, produto antifraude da Plaid. Em testes internos, a empresa relata melhora de 40% na detecção de fraude frente às versões anteriores do Trust Index, a pontuação de risco do Protect. O modelo sequencial também roda agora no Signal, que estima a chance de um pagamento pela ACH (Automated Clearing House), a rede de transferências eletrônicas dos EUA, ser devolvido.

As novas regras da Nacha obrigam todo banco e empresa na rede a monitorar fraude ativamente, e pesquisa da PYMNTS Intelligence com a Plaid indica que 94% das empresas ouvidas ainda não estão totalmente prontas. Um levantamento anterior das duas empresas mediu o uso da conexão bancária contra fraude.

O que observar

Os ganhos divulgados vêm da própria empresa; a prova virá quando credores de veículos, BNPL e imobiliário mostrarem carteiras aprovadas com o novo score. Vale acompanhar quantos consumidores deixam o consentimento valendo para pedidos futuros.

Outra pergunta é regulatória: como os credores vão transformar os códigos de motivo de um modelo sequencial nos avisos de recusa enviados ao consumidor.

Fontes: PYMNTS • Plaid: Instant Link e LendScore 2 • Plaid: modelo antifraude • Plaid: modelos de fundação • Let’s Money: Experian leva extrato de PMEs à análise de crédito nos EUA • Let’s Money: estudo sobre conexão bancária contra fraude nos EUA

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