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Fortune põe Nubank entre 50 empresas de impacto social

Editores avaliaram cerca de 200 candidatas; perfil do banco digital cita 139 milhões de clientes em três países, atendidos por app e sem agências.

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· 3 min

O Nubank aparece entre as 50 empresas que a Fortune escolheu para a lista Change the World 2026, dedicada a negócios cujo impacto social faz parte do próprio modelo. A revista classificou a Nu Holdings no eixo de empoderamento econômico e citou a base de 139 milhões de clientes no Brasil, no México e na Colômbia.

Financeiras na lista Change the World 2026

Empresa O que a Fortune destacou
Nu Holdings 139 milhões de clientes em três países, atendidos por aplicativo, sem agências nem caixas eletrônicos próprios
Addi (Bogotá) Crédito a consumidores sem outras opções de financiamento na Colômbia
Commercial International Bank Egypt Inclusão financeira de comunidades mal atendidas no Egito
VietinBank Crédito rural e educação financeira no Vietnã
Vancity Cooperativa de crédito que divide 30% do lucro anual com membros e comunidade
Aon Recursos em semanas para comunidades atingidas por desastres
AIA (Hong Kong) Seguradora de vida e saúde focada em inclusão financeira e prevenção na Ásia

Descrições publicadas pela revista na lista de 2026. Fonte: Fortune

O que a Fortune viu no modelo do Nubank

A 12ª edição da lista saiu depois de os editores da revista avaliarem cerca de 200 candidatas. As 50 escolhidas atuam em quatro frentes: proteção ambiental, saúde e segurança, acesso para comunidades mal atendidas e oportunidade econômica. “O impacto social é mais poderoso, e mais duradouro, quando está embutido no negócio em vez de acoplado como um adendo”, afirmou a Fortune no texto de apresentação (em tradução livre).

No perfil da Nu Holdings, a justificativa recai sobre a distribuição. Pela descrição da revista, o banco digital dispensa agências físicas e rede própria de caixas eletrônicos, e o relacionamento acontece no aplicativo. Esse desenho, segundo a Fortune, alcança moradores dos chamados desertos bancários e abre serviços financeiros formais a quem ficaria de fora do sistema tradicional.

O Nubank divulgou a inclusão em comunicado de 23 de setembro. No texto, a empresa diz que procura gerar efeito social positivo a partir da estratégia central do negócio e enumera outras distinções recebidas neste ano, entre elas listas das revistas TIME e Forbes.

Entre os selos que o banco lista está o da Newsweek: o Nubank entrou em ranking global de empresas confiáveis neste ano.

No campo do design, o banco também foi reconhecido em prêmio de design da Fast Company.

Duas latino-americanas entre as financeiras escolhidas

O Nubank divide a lista com outra empresa da região que trabalha com crédito ao consumidor. A Addi, startup de comércio sediada em Bogotá, foi incluída por oferecer financiamento a consumidores colombianos sem alternativas de crédito. A Fortune registra que a empresa atende mais de 5,5 milhões de clientes e trabalha com mais de 76 mil lojistas parceiros, números que a revista trata como reportados.

A Addi atraiu o BTG em rodada de US$ 85 milhões na Colômbia. A Série D, liderada pela Citius, também aparece no perfil publicado pela Fortune.

Fora da América Latina, o setor financeiro aparece com o Commercial International Bank Egypt, maior banco privado egípcio, o vietnamita VietinBank, a cooperativa de crédito Vancity, a Aon, que libera recursos a comunidades atingidas por desastres, e a seguradora AIA, de Hong Kong.

O que observar

Listas editoriais de impacto descrevem modelos, mas não publicam métricas comparáveis entre os escolhidos. Para bancos digitais que crescem em vários países ao mesmo tempo, a pergunta é se o argumento de inclusão virá acompanhado de indicadores auditáveis, como a parcela de clientes que abriu a primeira conta ou obteve o primeiro crédito formal em cada mercado.

Vale acompanhar também como a inclusão pelo aplicativo se sustenta onde a conectividade é precária. Regiões sem agência costumam ter sinal irregular, e o teste para instituições apenas digitais será manter atendimento e segurança das transações nesses lugares sem recorrer à rede física que dispensaram.

Fontes: NubankFortuneLet’s MoneyLet’s MoneyLet’s Money

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