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FintechFintech · Banco Central

CEO da Teros quer triplicar receita com hiperautomação

Plataforma financeira muda foco de análise de dados para automação integrada e projeta crescimento robusto em 2026.

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· 2 min

Atualizado em

Ligia, CEO da Teros

A Teros planeja triplicar a receita em 2026 após expandir sua base de clientes em 130% no último ano. A estratégia passa por uma guinada no modelo de negócio: deixar de oferecer apenas análise de dados e passar a executar decisões de forma automatizada dentro das operações dos clientes financeiros.

A mudança de posicionamento acompanha a trajetória de Lígia Lopes, atual CEO da empresa. Economista, ela entrou na Teros quando a operação tinha apenas três pessoas e atuava como analista. Ao longo dos anos, passou por diferentes funções até assumir a liderança executiva, conduzindo a transição para um modelo orientado a produto.

Da consultoria para a plataforma integrada

Nos primeiros anos, a Teros funcionava como consultoria, desenvolvendo modelos e análises sob medida para cada cliente. O problema era a falta de integração com os sistemas internos das empresas, o que fazia os resultados perderem eficácia com o tempo.

A partir de 2019, a companhia investiu mais de R$ 20 milhões no desenvolvimento de uma plataforma própria de hiperautomação. O movimento exigiu formar equipes de engenharia e integração, dobrando os custos previstos inicialmente e pressionando a operação no curto prazo.

Jornada integrada para decisões financeiras

Segundo informações da Exame, a Teros estruturou sua oferta na Jornada de Decisão Financeira, que conecta cadastro, análise de risco e definição de preços em um único fluxo automatizado. A proposta é unificar etapas que normalmente funcionam de forma separada em bancos e fintechs.

A plataforma usa inteligência artificial para adaptar a experiência de cada usuário e tomar decisões em tempo real. A empresa projeta que a produtividade pode crescer até seis vezes em 2026, enquanto a velocidade de entrega deve aumentar cinco vezes.

Regulação impulsiona demanda

O endurecimento regulatório do Banco Central sobre instituições de pagamento tem elevado a exigência por controles mais robustos. Esse cenário aumenta custos operacionais e cria oportunidades para plataformas que oferecem automação e integração de processos.

A Teros estima ampliar seu mercado endereçável em mais de dez vezes a partir de 2026, apoiando clientes na adequação às novas exigências por meio da automação de cadastro, risco e compliance.

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