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Baselayer, dos EUA, capta US$ 35 mi e verifica agentes de IA

Série A liderada pela M13 banca a empresa de identidade e risco, que lançou um pacote para checar quem está por trás de agentes de IA em transações.

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· 3 min

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A Baselayer, empresa americana de identidade e risco fundada em 2024, fechou uma série A de US$ 35 milhões liderada pela gestora M13 e, no mesmo anúncio, colocou no mercado um pacote para verificar agentes de IA que fazem transações em nome de pessoas e empresas. O comunicado saiu na terça-feira (22), em Nova York.

A rodada e o produto da Baselayer

Item O que diz o comunicado
Valor US$ 35 milhões, série A
Liderança M13
Também entraram Afore Capital, Picus Ventures, Torch Capital e Matt Thompson (Socure)
Produto lançado junto Agentic Identity Suite, para verificar agentes de IA
Base declarada Mais de 2.300 instituições financeiras e empresas de pagamento
Fundação 2024

Comunicado da Baselayer sobre a série A. Fonte: PR Newswire

Além da M13, a rodada teve Afore Capital, Picus Ventures e Torch Capital, mais Matt Thompson, da Socure, como investidor individual. Criada por Jonathan Awad e Timothy Hyde, a Baselayer afirma atender mais de 2.300 instituições financeiras e empresas de pagamento, e diz ser usada por uma em cada cinco instituições financeiras dos EUA. A empresa também afirma ter ajudado esses clientes a evitar mais de US$ 1 bilhão em perdas com fraude.

O que o pacote para agentes checa

O Agentic Identity Suite, que a própria Baselayer apresenta como a primeira camada de confiança interoperável do setor, estende a checagem que ela já faz com empresas para o software que age sozinho. Pela página do produto, são quatro funções: confirmar a pessoa ou a companhia por trás de cada agente, com registro auditável da delegação; checar o negócio do outro lado antes de o dinheiro sair; localizar empresas e agentes já verificados, com sinais de fraude cruzados entre redes; e entregar esses dados de identidade a modelos e fluxos de IA. A empresa batiza o processo de Know Your Agent (KYA), que amarra ao agente a identidade real já confirmada por KYC e KYB.

“Agentes não carregam documento de identidade, e a infraestrutura criada para verificar pessoas e empresas simplesmente não os reconhece”, disse Timothy Hyde, cofundador e CTO da Baselayer, em tradução livre.

Por que a identidade do agente virou disputa

Em junho de 2026, segundo o comunicado, a Stripe relatou que 70% dos comandos de acesso a dados pela sua API já partem de agentes de IA. A Shopify, diz a Baselayer, ativou por padrão canais de venda por agentes para cerca de 1 milhão de lojistas. No último ano, Visa, Mastercard e American Express lançaram protocolos para compras feitas por agentes, e Visa, Mastercard e Ant miram a identidade de agentes de IA.

Para Jonathan Awad, cofundador e CEO da Baselayer, a camada de confiança costuma surgir só depois que a fraude explode. “O comércio agêntico está andando rápido demais para o setor repetir esse erro”, afirmou, em tradução livre.

A Baselayer diz participar de grupos de padronização, entre eles um de identidade ligado ao x402, ao lado de Cloudflare, Google, Visa e Mastercard. O Let’s Money já mostrou que os pagamentos agênticos crescem, mas não dominam o x402.

Na M13, que administra US$ 2,2 bilhões e diz ter apoiado, na fase semente ou na série A, 18 empresas que depois viraram unicórnio, o Managing Partner Karl Alomar resumiu a aposta: “acreditamos que a identidade vai se tornar uma das camadas de infraestrutura fundamentais da economia agêntica”, disse, em tradução livre.

O que observar

Um consórcio antifraude só ganha força com volume de dados compartilhados, e isso exige que bancos, bandeiras e varejistas concorrentes aceitem alimentar a mesma base. A pergunta é quantas instituições toparão plugar seus sinais de fraude numa rede de terceiros.

Há ainda a questão da responsabilidade. Quando um agente verificado erra, vale acompanhar quem arca com a perda: a plataforma que roda o agente, o cliente que delegou ou o provedor que atestou a identidade. Com vários grupos de padronização em paralelo, o risco é o setor terminar com credenciais de agente que não conversam entre si.

Fontes: PR NewswireBaselayerFinextra

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