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Apple Pay estreia na Índia com o Axis como primeiro banco

A Apple começou a liberar o Apple Pay na Índia com o Axis como primeiro banco; fontes do TechCrunch dizem que a empresa pede 0,2% por transação.

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O TechCrunch, que deu a notícia em primeira mão, informou que a Apple começou nesta terça-feira (29) a liberar o Apple Pay na Índia, o país mais populoso do mundo, tendo o Axis Bank, terceiro maior banco privado do país, como primeiro parceiro. A estreia é parcial: valem cartões Visa e Mastercard elegíveis do Axis, sem a bandeira doméstica RuPay.

A conta que emperra a adesão de alguns dos maiores bancos do país também veio à tona. Pessoas ouvidas pelo veículo dizem que a Apple quer ficar com cerca de 0,2% (20 pontos-base) de cada transação, fatia relevante numa camada de pagamentos cuja margem gira em torno de 0,4% a 0,5%. HDFC Bank, ICICI Bank e SBI Card ficaram fora do lançamento e seguem negociando condições comerciais, segundo uma das fontes.

Apple Pay na Índia: o que vale na largada

Item Situação
Primeiro banco parceiro Axis Bank, terceiro maior banco privado do país
Bandeiras Visa e Mastercard; RuPay fica de fora
Uso Compras online e por aproximação em terminais habilitados
Taxa pedida pela Apple (segundo fontes) Cerca de 0,2% por transação
Margem da camada de pagamentos (segundo fontes) Cerca de 0,4% a 0,5%
Fora da estreia, em negociação (segundo uma fonte) HDFC Bank, ICICI Bank e SBI Card

Condições do lançamento, segundo o veículo e pessoas ouvidas por ele. Fonte: TechCrunch

Cartão contra conta: por que a expansão é lenta

A UPI, rede de transferências apoiada pelo Estado que domina os pagamentos digitais indianos, dispensa o plástico: o consumidor lê um QR code e o dinheiro sai direto da conta bancária. O Apple Pay depende de cartão, e cada emissor e cada provedor de infraestrutura precisa se conectar ao serviço, o que encarece uma cobertura ampla. Por isso a carteira da Apple disputa, de início, um mercado de cartões bem menor que o da rede estatal.

A própria UPI está em transição: como o Let’s Money mostrou, a Índia vai cobrar lojistas na UPI em pagamentos maiores, pondo fim à gratuidade total da aceitação.

No comércio, a Apple afirmou que o serviço será aceito por “milhões de comerciantes” no país (em tradução livre), entre eles Zomato, Blinkit, Tata 1mg, Croma, Ixigo e marcas da Reliance. Para habilitar os pontos de venda, a empresa trabalhou com provedores de pagamento como Paytm, Razorpay, Pine Labs, PayU, Worldline, Cashfree, JusPay e Mswipe. Uma das fontes, porém, avisa que a mesma compra pode passar numa maquininha de provedor independente já habilitado e ser recusada em outra cujo banco adquirente ainda não aderiu.

O peso da Índia para a Apple

O TechCrunch lembra, com base na Counterpoint Research, que a fabricante respondeu por 28% do mercado indiano de smartphones em valor em 2025, contra 23% no ano anterior. Para as fontes do veículo, a tarifa sobre transações abriria mais uma via de receita sobre essa base de aparelhos. O veículo pondera que os donos de iPhone no país costumam ter renda mais alta e usar cartões premium, perfil que pode pesar na decisão dos bancos. A Reuters havia noticiado neste mês que a estreia viria em outubro, pelos cartões de crédito do Axis. A Apple e as quatro instituições indianas citadas não responderam aos pedidos de comentário.

Na América Latina, a empresa avançou em outra ponta dos pagamentos há poucos dias, quando levou o Tap to Pay a lojistas de mais oito países latinos.

O que observar

A primeira dúvida é se os grandes emissores fecham acordo, e em que termos. Com a tarifa que as fontes atribuem à Apple perto da metade da margem estimada da camada de pagamentos, a negociação define quem absorve o custo: banco emissor, credenciadora ou lojista. Vale acompanhar quanto tempo a oferta fica concentrada no primeiro parceiro e quando entram novos emissores.

A segunda é a aceitação. Quando cada credenciadora decide sozinha se habilita seus terminais, a experiência tende a variar de loja para loja nas primeiras semanas, e a ausência da bandeira doméstica limita o alcance entre portadores de cartões locais. O teste será se a clientela de renda mais alta, que concentra cartões premium, pesa o bastante para puxar bancos e credenciadoras para dentro.

Fontes: TechCrunch • Let’s Money • Let’s Money

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