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Pagamentos internacionaisInternacional · BNY

Bank of New York leva remessa bancária a carteiras digitais

Serviço Pay-to-Wallet usa mensagens Swift e começa pela Ásia-Pacífico, onde carteiras fazem 50% das transações em loja; o Kookmin está entre os primeiros.

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Piotr Swat / Shutterstock.com

O banco americano BNY (The Bank of New York Mellon) passou a oferecer a outros bancos uma forma de enviar pagamentos internacionais de contas bancárias para carteiras digitais de varejo participantes, sem que cada instituição monte a própria integração. O serviço, batizado de Pay-to-Wallet, roda sobre mensagens Swift e a rede de correspondentes que já existem, e estreia na Ásia-Pacífico, onde bancos da região, entre eles o sul-coreano Kookmin Bank, aparecem entre os primeiros usuários.

O caminho do dinheiro no Pay-to-Wallet

Etapa Como funciona
Origem Conta bancária em um banco participante
Mensageria Mensagens de pagamento Swift e rede de correspondentes já existentes
Papel do BNY Rede de compensação em dólar e processamento 24/7/365
Destino Carteiras digitais de varejo participantes, em mercados e corredores aprovados
Primeira região Ásia-Pacífico, com o Kookmin Bank (Coreia do Sul) entre os primeiros usuários

Descrição do serviço divulgada pelo BNY. Fonte: Finextra

O que o BNY põe no meio da transferência

O anúncio saiu em comunicado desta segunda-feira (28), segundo a PYMNTS. O pacote junta peças que o banco já opera para instituições clientes: a rede de compensação em dólar e o processamento 24/7/365. Os envios ficam limitados a mercados e corredores aprovados, e só chegam às carteiras que aderiram ao arranjo, não a qualquer aplicativo de pagamento. A implantação começa pela Ásia-Pacífico; a chegada a outras regiões aparece no texto do BNY como plano, sem data.

O argumento central é poupar engenharia. “Os bancos precisam de capacidades que possam implantar sem ter de construir camadas de integração com provedores de carteiras”, disse Fabian Khoshbakht, chefe de pagamentos globais e trade para a Ásia-Pacífico (head of global payments & trade, Apac) do BNY. Na versão da fala publicada pela PYMNTS, o executivo trata as carteiras como peça cada vez mais central do pagamento entre países, sobretudo nos mercados da Ásia-Pacífico em que elas lideram e em outros corredores de alto crescimento.

Por que a Ásia-Pacífico abre a fila

O comunicado ampara a escolha da região num dado de mercado: por lá, as carteiras digitais de varejo já respondem por 50% das transações no ponto de venda, e a projeção citada pelo banco é que passem de 60% até 2027. O comunicado não identifica a origem desses números.

Do lado de quem contrata, o Kookmin relata demanda crescente dos próprios clientes. “Vemos uma demanda crescente dos nossos clientes por opções de pagamento que reflitam melhor como os destinatários querem receber os recursos”, disse Raphael Baik, do KB Kookmin Bank. Pela reportagem da PYMNTS, Cynthia Hsu, do Taishin Bank, também vê no modelo um caminho para modernizar os pagamentos entre países e ampliar a escolha do cliente.

Outro grande banco americano se mexeu na mesma direção. Há uma semana, o braço de pagamentos do JPMorgan fechou acordo com a fintech Thunes para ampliar o alcance em remessas, parceria pela qual os clientes da unidade poderão mandar recursos ao celular ou à conta de quem recebe no país de destino.

Do lado das bandeiras, a aposta é fazer as carteiras conversarem entre si: a Mastercard colocou no mercado um portfólio para integrar carteiras digitais à própria rede.

O que observar

A primeira pergunta é de adesão. O serviço depende de carteiras participantes e de corredores aprovados, e o tamanho dessa lista vai definir quanto do fluxo destinado a carteiras na região passa de fato pela nova rota. Vale acompanhar quantos provedores de carteira e quantos bancos entram nos próximos meses, e se a expansão global ganha calendário.

A segunda é de posicionamento. Bancos correspondentes, redes de cartão e fintechs de remessa disputam a última etapa do pagamento internacional, a que chega ao celular de quem recebe. Resta ver se bancos de médio porte vão preferir plugar a infraestrutura de um grande correspondente, apoiada nas mensagens Swift que já usam, ou contratar integradores especializados em carteiras.

Fontes: Finextra • PYMNTS

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