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Startup de ex-líder cripto da Visa capta US$ 13,5 mi nos EUA

Startup dos EUA criada por ex-líder cripto da Visa roteia pagamentos entre stablecoins sem custodiar recursos; PayPal Ventures entra no aporte.

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· 3 min

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A Atum, startup de San Francisco, nos EUA, criada por Pete Cooling, ex-líder da equipe de produto cripto da Visa, saiu do modo stealth na terça-feira (22) com US$ 13,5 milhões em aportes. A empresa se apresenta como uma camada de coordenação que roteia pagamentos entre stablecoins e blockchains sem emitir moeda nem guardar o dinheiro dos clientes.

O dinheiro veio de oito fundos e de um conselheiro. Entraram a Variant, a PayPal Ventures e a Abstract Ventures, ao lado de Road Capital, Maven11 e Mirana Ventures, além de First Commit e Credibly Neutral; Charlie Songhurst participa como conselheiro estratégico. O comunicado não informa avaliação nem nome da rodada. A Finextra também noticiou a saída do stealth.

Atum em números e desenho

Item O que a empresa informa
Aporte US$ 13,5 milhões
Investidores 8 fundos, entre eles Variant e PayPal Ventures, e o conselheiro Charlie Songhurst
Fundador e CEO Pete Cooling, que liderou a equipe de produto cripto da Visa
O que a rede não faz Não emite moeda, não opera blockchain, não favorece trilho, não custodia recursos
Agentes de IA Aceita pagamentos pelos protocolos x402 e MPP

Comunicado de saída do modo stealth, 22 de setembro de 2026. Fonte: Atum

Como a Atum diz coordenar os pagamentos

O diagnóstico da empresa parte da fragmentação: moedas, redes, aplicativos e trilhos locais que não conversam entre si, com custo, atraso e complexidade somados a cada troca de mãos. Para a Atum, as stablecoins resolvem parte do problema com rapidez e preço baixo, mas estão dispersas em muitas blockchains, e quem paga a conta dessa dispersão é o usuário.

No modelo descrito, integradores, desenvolvedores e aplicativos enviam o pedido de pagamento e provedores de liquidação disputam a execução em qualquer rede e stablecoin suportadas, com autorização nativa, pagamentos reversíveis e identidade. A remuneração da Atum depende só do volume, e é esse arranjo que ela chama de neutralidade. O público declarado vai de emissores e credenciadores de cartão a bandeiras, prestadores de serviços de pagamento, orquestradores de stablecoin, carteiras, fintechs e grandes empresas, além de desenvolvedores.

A rede também processa pagamentos feitos por agentes de IA, por meio dos protocolos x402 e MPP, e, segundo a empresa, pessoas e agentes já concluem transações nela. Sobre o peso real desse tipo de transação, o Let’s Money mostrou que os pagamentos agênticos crescem, mas não dominam o x402.

Da Visa para uma rede própria

Cooling comandou a equipe de produto cripto da Visa e, segundo o comunicado, pesquisa e constrói sistemas de pagamento em blockchain há uma década. Pela bandeira, representou a empresa na OpenWallet Foundation, ligada à Linux Foundation, onde ajudou a orientar padrões para carteiras digitais. “Em 2014, eu vi que blockchains eram redes de pagamento, e tudo desde então apontou para a mesma conclusão”, disse Pete Cooling, fundador e CEO da Atum, em tradução livre. O executivo acrescentou: “Contas onchain são as contas bancárias do futuro, e é preciso nova infraestrutura para o dinheiro circular com mais fluidez do que hoje. A Atum é essa infraestrutura”.

A PayPal Ventures entra no aporte enquanto a controladora também avança em moedas estáveis: o PayPal cria plataforma de stablecoins sob medida para desenvolvedores.

O que observar

O desenho depende de uma ponta que ainda precisa aparecer em escala: provedores de liquidação independentes dispostos a disputar pagamento a pagamento, com preço e risco próprios. Vale acompanhar quantos operadores entram na fila e se a competição reduz de fato o custo das remessas entre redes diferentes.

A outra pergunta é de confiança. O mercado de cartões funciona sobre regras de disputa e estorno bem definidas, e resta saber como pagamentos reversíveis em stablecoin se comportam quando o cliente contesta uma compra. O teste será ver se redes que se declaram neutras e cobram por volume conseguem atrair essas instituições sem que alguma delas passe a controlar o roteamento.

Fontes: AtumFinextraLet’s MoneyLet’s Money

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