O Bank of America vai contratar 1.000 aprendizes a mais nos próximos dois anos nos EUA, somados aos mais de 800 que já recruta anualmente por esse modelo. No mesmo comunicado de 24 de setembro, o banco comprometeu US$ 150 milhões, ao longo de cinco anos, com organizações americanas de desenvolvimento profissional.
O pacote de contratação e formação do BofA nos EUA
| Item | Compromisso |
|---|---|
| Aprendizes adicionais | 1.000 nos próximos dois anos |
| Aprendizes já contratados hoje | Mais de 800 por ano |
| Recursos para organizações de formação | US$ 150 milhões em cinco anos |
| Investimento na mesma frente em 2025 | Quase US$ 40 milhões |
Comunicado do Bank of America. Fonte: Bank of America
Como funciona a aprendizagem no Bank of America
As vagas extras vão para Consumer Banking (o varejo do banco), Tecnologia, Operações e outras áreas em contato com clientes, segundo a PYMNTS. Para cumprir a meta, o BofA diz que pretende ampliar os programas atuais e testar funções e linhas de negócio ainda não cobertas.
Apesar do nome, o formato não se confunde com o contrato de jovem aprendiz brasileiro. O modelo do banco é pago e mistura trabalho prático com treinamento. Mira pessoas que chegam ao mercado por rotas fora do padrão, em carreiras que dispensam bacharelado. Pela comparação do próprio banco, um estágio costuma durar dez semanas, enquanto a aprendizagem leva por volta de 12 meses e, na maioria das vezes, rende certificação ou licença reconhecida pelo setor. Ao final, o aprendiz pode ser efetivado em função regular.
Cerca de 40% das contratações do banco hoje são de pessoas sem bacharelado, de acordo com o comunicado. O anúncio se soma a metas anteriores: 10 mil contratações de pessoas com histórico militar em cinco anos e 8 mil de egressos de community colleges, as faculdades comunitárias americanas.
“É mais uma forma de fazermos o que está ao nosso alcance para ajudar a criar uma força de trabalho americana qualificada para o futuro”, disse Brian Moynihan, presidente do conselho e CEO do Bank of America. No mesmo texto, ele elogiou “o espírito de reforma e praticidade” do Departamento do Trabalho dos EUA nessa agenda.








