Investidores retiraram US$ 14 bilhões de projetos de finanças descentralizadas (DeFi) nas últimas semanas, segundo dados da DefiLlama reportados pelo Financial Times. A fuga segue dois ataques cibernéticos: hackers ligados à Coreia do Norte roubaram US$ 290 milhões da KelpDAO e usaram os fundos como garantia para sacar US$ 230 milhões em empréstimo da Aave; semanas antes, a exchange Drift havia perdido US$ 280 milhões.
DeFi sob ataque: escala dos danos em 2026
| Evento | Impacto |
|---|---|
| Retiradas de projetos DeFi (últimas semanas) | US$ 14 bilhões |
| Hack KelpDAO (hackers norte-coreanos) | US$ 290 milhões roubados |
| Empréstimo Aave com fundos roubados | US$ 230 milhões |
| Hack exchange Drift | US$ 280 milhões roubados |
| Tamanho atual do mercado DeFi | US$ 86 bilhões |
Dados reportados pelo PYMNTS com base em DefiLlama e Financial Times. Fonte: PYMNTS
O novo vetor: a camada de mensagens
O ataque à KelpDAO marcou uma mudança de método. Ataques anteriores exploravam chaves privadas comprometidas ou falhas em contratos inteligentes. Este comprometeu a camada de mensagens que permite interoperabilidade entre diferentes blockchains: o mecanismo que autoriza movimentações entre redes distintas foi convencido de que o atacante era o proprietário legítimo dos ativos.
“Os ataques anteriores ocorreram devido a chaves roubadas ou falhas em contratos inteligentes; este teve como objetivo convencer o cofre de que o ladrão era, na verdade, o proprietário”, disse Ryan Rugg, chefe global de ativos digitais da Citi Treasury and Trade Solutions, no podcast da PYMNTS.
A consequência imediata foi dupla: além dos US$ 290 milhões roubados da KelpDAO, os atacantes usaram os fundos como garantia em um protocolo de empréstimo DeFi para obter US$ 230 milhões adicionais, ampliando o efeito do ataque dentro do próprio ecossistema. O incidente da exchange Drift, com US$ 280 milhões desviados em ataque separado, reforçou a percepção de que a temporada foi excepcionalmente custosa. Em março, o Let’s Money reportou que Trump assinou ordem executiva contra fraudes e crimes cibernéticos, elevando a pressão regulatória sobre ativos digitais nos EUA.








