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RegulaçãoInternacional · CVM

FCA reúne 17 reguladores contra finfluencers ilegais

Segundo ano de ação coordenada reúne 17 reguladores, incluindo CVM. FCA identifica 1.267 anúncios ilegais que alcançaram 2,3 mi de contas no UK.

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Atualizado em

Dezessete reguladores de todo o mundo, incluindo a CVM do Brasil, lançaram uma semana de ação coordenada contra finfluencers que promovem serviços financeiros ilegalmente. Só no Reino Unido, a FCA identificou 1.267 anúncios ilegais que alcançaram 2,3 milhões de contas e obteve a confissão de culpa de uma celebridade de TV por promoções não autorizadas.

Ação global contra finfluencers, abril de 2026

Métrica (FCA, Reino Unido) Dado
Reguladores participantes globais 17 países
Pedidos de remoção de contas 120
Anúncios ilegais identificados 1.267
Contas alcançadas no Reino Unido 2,3 milhões
Alertas contra entidades não autorizadas 34

Dados da ação de fiscalização de abril de 2026. Fonte: FCA

Segunda edição, coalizão dobrada

A iniciativa, que teve início em 20 de abril, chegou ao segundo ano com participação quase dobrada: de 9 reguladores em 2025 para 17 em 2026. A lista inclui órgãos do Brasil (CVM), Austrália (ASIC), Canadá (OSC), Índia (SEBI), Hong Kong (SFC), Singapura (MAS), Nova Zelândia, Noruega, Dinamarca, Bélgica, Irlanda, Qatar e Emirados Árabes, além da FCA britânica.

A coordenação engloba fiscalização direta, campanhas educativas para consumidores e programas para influenciadores que desejam atuar dentro da lei. “A atividade ilegal de finfluencers não respeita fronteiras, e é por isso que os reguladores estão tomando medidas conjuntas pela segunda vez consecutiva”, disse Alan Kirkland, comissário da ASIC.

Finfluencers ilegais: dos avisos à prisão

No Reino Unido, a ação resultou na confissão de culpa de Aaron Chalmers, do reality Geordie Shore, por promoções financeiras ilegais nas redes sociais. A FCA também abriu dois novos processos criminais por infrações similares, emitiu 34 alertas contra entidades não autorizadas e enviou quatro cartas de advertência a suspeitos. Dos anúncios identificados, 66% eram de empresas que já constavam na lista de alertas da FCA, disponível ao público desde 2025.

Na Austrália, quatro influenciadores receberam avisos por conduta enganosa; em Hong Kong, um influenciador foi condenado e sentenciado à prisão por fornecer consultoria de investimento paga, sem licença, em grupo de bate-papo. A ASIC também anunciou revisão de três licenças AFS que supervisionam 15 finfluencers. “Este esforço conjunto com parceiros internacionais é vital para proteger milhões de consumidores de danos”, afirmou Steve Smart, diretor executivo de fiscalização da FCA.

O que observar

A escala do alcance é o dado mais relevante. Com 63% dos investidores da Geração Z na Austrália recorrendo a redes sociais como fonte primária de informação financeira e 2,3 milhões de contas britânicas expostas a anúncios ilegais, a fronteira entre educação e promoção não autorizada é hoje um problema estrutural. A pergunta que fica é se plataformas de mídia social responderão efetivamente aos 120 pedidos de remoção feitos nesta ação ou os tratarão como ruído regulatório.

A expansão de 9 para 17 reguladores em dois anos sinaliza convergência crescente, mas ainda sem mecanismos de execução transjurisdicional. O teste real virá quando um finfluencer atua em múltiplos países simultaneamente: a ação de 2026 demonstra vontade política, mas não resolve a fragmentação jurídica que permite arbitragem regulatória por influenciadores transnacionais.

Fontes: FinextraFCAASICLet’s Money

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