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Pagamentos instantâneosInternacional · EUA

Fed anuncia que FedNow vai aceitar pagamentos internacionais

Sistema instantâneo dos EUA começará por um teste com instituições não identificadas, e o Fed ainda não tem data para levar o recurso a todos os participantes.

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· 3 min

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Mehaniq / Shutterstock.com

O Federal Reserve, banco central dos EUA, anunciou que o FedNow, seu sistema de pagamentos instantâneos, vai passar a aceitar transações internacionais. A novidade ainda não tem data para chegar a todos os participantes: a primeira etapa será um teste com um grupo de instituições que o Fed não identificou, segundo a PYMNTS.

O anúncio foi feito pelo Federal Reserve Financial Services na quarta-feira (23), de acordo com a mesma publicação. Desde a estreia, em julho de 2023, o FedNow processa apenas operações dentro do território americano. Pela regra em vigor, uma transferência no sistema só pode envolver dois bancos dos EUA além de um banco de reserva, o que restringe o uso ao mercado interno, explica a Finextra.

Como o FedNow vai tratar pagamentos internacionais

Item O que o Fed anunciou
Perna nos EUA Liquidada pelo FedNow
Perna no exterior Segue por bancos correspondentes
Primeira etapa Adotantes iniciais, não identificados, testam novos formatos de mensagem
Etapa seguinte Todos os participantes poderão adotar os novos formatos
Lançamento amplo Sem data definida
Regra pendente Mudança na Regulation J proposta em abril de 2026, ainda não finalizada

Anúncio do Federal Reserve Financial Services. Fonte: PYMNTS

Duas pernas em cada operação

No desenho descrito pelo Fed, cada pagamento internacional se divide em dois trechos. O FedNow cuida da parte americana, e a parte fora do país passa pelos bancos correspondentes, instituições que movimentam recursos entre países por conta de outros bancos. O recurso vale para quem envia e para quem recebe, o que abre espaço para bancos e cooperativas de crédito dos EUA atenderem clientes com contrapartes em outros países.

Antes de qualquer abertura geral, adotantes iniciais vão experimentar formatos de mensagem desenhados para a perna americana dessas transações. Só depois o conjunto dos participantes terá acesso a eles. Como aplicações possíveis, o Fed menciona folha de pagamento internacional e pagamentos corporativos de empresas globais, além de desembolsos internacionais com prazo sensível, como transferências de propriedade, indenizações de seguro e gestão global de tesouraria, lista a Finextra.

“Depois de vários anos focados em desenvolver o mercado doméstico de pagamentos instantâneos, este é um primeiro passo importante para atender às necessidades globais que surgem em nosso ecossistema”, disse Nick Stanescu, executivo-chefe do FedNow (chief FedNow executive), em tradução livre. Segundo ele, a demanda veio dos próprios participantes, que apontam há tempos os usos internacionais como prioridade, e o anúncio é “apenas o começo do que está por vir”.

O que ainda falta

O calendário depende do resultado dos testes e dos reguladores, e o Fed não fixou data para a oferta ampla, segundo a PYMNTS. Em abril de 2026, o conselho do Fed propôs alterar a Regulation J, norma que rege o FedNow, para que bancos possam usar intermediários além dos Federal Reserve Banks nos envios pelo sistema. A mudança teve apoio unânime do conselho, de acordo com a Finextra, mas ainda não foi finalizada.

Quando a proposta saiu, o Let’s Money registrou que o FedNow lançava API antifraude e mirava pagamentos globais, com a perna doméstica liquidada no sistema e a internacional fora dele.

Outros bancos centrais também procuram ligar trilhos instantâneos entre países. O BCE estuda conectar o sistema europeu ao Pix do Brasil, e na Ásia cinco países conectam seus sistemas domésticos por meio de um arcabouço comum, relata a PYMNTS.

O que observar

Como o trecho externo continua a cargo dos correspondentes, a pergunta é se a rapidez da ponta americana vai chegar ao cliente final ou se o prazo total seguirá ditado pela perna internacional. Vale acompanhar também quando a mudança de regra deixa a fase de proposta, já que ela é a peça que permite ao sistema aceitar intermediários.

Outro ponto é a adesão depois do teste inicial: quantos bancos e cooperativas de crédito vão adotar as novas mensagens, e se folha de pagamento e tesouraria corporativa serão, de fato, os primeiros usos a ganhar volume.

Fontes: PYMNTS • Finextra • Let’s Money: API antifraude do FedNow • Let’s Money: BCE e Pix

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