O Federal Reserve, banco central dos EUA, anunciou que o FedNow, seu sistema de pagamentos instantâneos, vai passar a aceitar transações internacionais. A novidade ainda não tem data para chegar a todos os participantes: a primeira etapa será um teste com um grupo de instituições que o Fed não identificou, segundo a PYMNTS.
O anúncio foi feito pelo Federal Reserve Financial Services na quarta-feira (23), de acordo com a mesma publicação. Desde a estreia, em julho de 2023, o FedNow processa apenas operações dentro do território americano. Pela regra em vigor, uma transferência no sistema só pode envolver dois bancos dos EUA além de um banco de reserva, o que restringe o uso ao mercado interno, explica a Finextra.
Como o FedNow vai tratar pagamentos internacionais
| Item | O que o Fed anunciou |
|---|---|
| Perna nos EUA | Liquidada pelo FedNow |
| Perna no exterior | Segue por bancos correspondentes |
| Primeira etapa | Adotantes iniciais, não identificados, testam novos formatos de mensagem |
| Etapa seguinte | Todos os participantes poderão adotar os novos formatos |
| Lançamento amplo | Sem data definida |
| Regra pendente | Mudança na Regulation J proposta em abril de 2026, ainda não finalizada |
Anúncio do Federal Reserve Financial Services. Fonte: PYMNTS
Duas pernas em cada operação
No desenho descrito pelo Fed, cada pagamento internacional se divide em dois trechos. O FedNow cuida da parte americana, e a parte fora do país passa pelos bancos correspondentes, instituições que movimentam recursos entre países por conta de outros bancos. O recurso vale para quem envia e para quem recebe, o que abre espaço para bancos e cooperativas de crédito dos EUA atenderem clientes com contrapartes em outros países.
Antes de qualquer abertura geral, adotantes iniciais vão experimentar formatos de mensagem desenhados para a perna americana dessas transações. Só depois o conjunto dos participantes terá acesso a eles. Como aplicações possíveis, o Fed menciona folha de pagamento internacional e pagamentos corporativos de empresas globais, além de desembolsos internacionais com prazo sensível, como transferências de propriedade, indenizações de seguro e gestão global de tesouraria, lista a Finextra.
“Depois de vários anos focados em desenvolver o mercado doméstico de pagamentos instantâneos, este é um primeiro passo importante para atender às necessidades globais que surgem em nosso ecossistema”, disse Nick Stanescu, executivo-chefe do FedNow (chief FedNow executive), em tradução livre. Segundo ele, a demanda veio dos próprios participantes, que apontam há tempos os usos internacionais como prioridade, e o anúncio é “apenas o começo do que está por vir”.








