A Rebill, empresa argentina de infraestrutura de pagamentos, fechou uma rodada pré-Série A de US$ 5,4 milhões, anunciada na sexta-feira (23). O total captado desde 2020, ano da fundação, passa de US$ 9 milhões. A Rebill deixa empresas cobrarem clientes em seis países, o Brasil entre eles, como se fossem locais, sem abrir empresa própria no país.
Guillermo Rauch, fundador e CEO da Vercel, volta a investir na empresa, e um executivo da SpaceX entra a título pessoal. Antes, a Rebill já tinha o apoio de Y Combinator, Tiger Global, Soma Capital e SV Angel, além de Arash Ferdowsi, cofundador do Dropbox.
Pelos números da Rebill, de janeiro a setembro de 2026 a base de lojistas ativos quadruplicou e o volume mensal processado triplicou.
Rebill · rodada e crescimento declarado
Rebill capta US$ 5,4 milhões depois de quadruplicar a base de lojistas ativos
Rodada pré-Série A; base e volume comparam janeiro e setembro de 2026, segundo a empresa

Dados autodeclarados pela Rebill. Fonte: Finextra. Arte: Let’s Money.
Como a Rebill cobra no lugar do cliente
Para aceitar os meios que o consumidor de cada país prefere, como o parcelamento ou a transferência local, uma empresa estrangeira em geral precisa constituir companhia no mercado, fechar contratos com bancos e processadoras e se ajustar a regras distintas. A Rebill assume essa camada: o cliente recebe como local e administra a cobrança numa plataforma única, hoje na Argentina, no Brasil, no Chile, na Colômbia, no México e nos Estados Unidos.
Entre os clientes estão a plataforma de educação Henry, a Assist 365, de assistência em viagem, e a TripleTen, empresa americana de ensino de tecnologia. No Brasil, mais de 85% das cobranças da TripleTen passam por meios locais, e a escola cita Pix e boleto entre os métodos que passou a oferecer aos alunos com a Rebill.
A dor não é só latino-americana: na Europa, a Getnet une pagamentos de vários países numa única integração.
A Rebill começou com pagamentos recorrentes e assinaturas de negócios digitais. Puxada por clientes que precisavam receber fora do país de origem, somou mercados até montar, em 2025, infraestrutura própria. No mesmo ano, Francisco León, ex-CEO da PayU para a América Latina, entrou como cofundador ao lado de Nahuel Candia, fundador e CEO.










