O Banco Digio, controlado pelo Bradesco, suspendeu os serviços do aplicativo após identificar um movimento atípico em sua infraestrutura de TI. O incidente afetou a Uber Conta, conta digital usada por motoristas parceiros da plataforma de mobilidade, mas a instituição nega prejuízo financeiro aos clientes e vazamento de dados.
Status do incidente: Digio (30 abr. 2026)
| Aspecto |
Status informado pelo banco |
| App Digio |
Suspenso preventivamente |
| Saldo dos clientes |
Sem prejuízo confirmado |
| Vazamento de dados |
Negado |
| Canais de atendimento |
Disponíveis |
| Restabelecimento do app |
Em andamento |
Nota oficial do Digio. Fonte: Convergência Digital
Ação preventiva e negação de danos
Em nota, o Digio informou que o time de segurança cibernética detectou o problema de imediato e agiu de forma preventiva. “O Banco Digio identificou, de forma imediata, um movimento atípico em seu ambiente de infraestrutura por meio do time de segurança cibernética e, de forma preventiva, suspendeu temporariamente os serviços do aplicativo. Não houve qualquer prejuízo aos valores em conta de clientes e nem vazamento de dados”, diz o comunicado oficial.
O banco afirmou que atua de forma integrada para restabelecer os serviços o mais rápido possível e que os canais de atendimento seguem disponíveis para suporte. O Digio reforçou seu “compromisso com a segurança e a proteção dos dados dos clientes” como prioridades da instituição.
Gig economy e a dependência do canal único
A Uber Conta é a conta digital oferecida em parceria entre a plataforma de mobilidade e o Digio para que motoristas recebam, movimentem e usem os ganhos das corridas diretamente pelo aplicativo. A suspensão do app corta, na prática, o acesso desses trabalhadores a saques, transferências via Pix e pagamentos, funções essenciais para quem depende de renda diária gerada nas plataformas.
O Bradesco, controlador do Digio, vem expandindo sua presença digital por meio de subsidiárias especializadas e posicionou o banco como porta de entrada para o segmento de trabalhadores de aplicativo, um público com alta sensibilidade a qualquer interrupção de serviço.
O que observar
A suspensão preventiva, antes de qualquer confirmação de breach, é a resposta que o setor tem tentado normalizar, mas que tem custo real para quem usa o app como único canal de renda. O que vai determinar a avaliação do incidente é menos a tentativa de ataque em si, mais o prazo de restabelecimento e a qualidade da comunicação com clientes afetados. Provedores de contas digitais para trabalhadores de plataformas enfrentam uma assimetria: tolerância próxima a zero tanto para brechas de segurança quanto para indisponibilidade prolongada.
Episódios anteriores no ecossistema, como os ataques que chegaram ao Pix, deixaram evidente que o vetor de exposição pode estar nas margens do sistema financeiro. O BC Protege+ atua na camada de pagamentos, mas a defesa perimetral de cada instituição segue sendo responsabilidade própria.
Fontes: Convergência Digital • Let’s Money • Let’s Money • Let’s Money