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Itaú e ICTi abrem vagas para pesquisadores com bolsas de até R$ 11 mil

Programa Acadêmicos Itaú oferece CLT para mestrandos e doutorandos. ICTi tem bolsas de até R$ 11 mil para projetos 100% remotos de até 24 meses.

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Atualizado em

O Itaú Unibanco e o Instituto de Ciência e Tecnologia Itaú (ICTi) abriram dois programas simultâneos para pesquisadores. O Acadêmicos Itaú oferece contrato CLT com remuneração a partir de R$ 6.892 para mestrandos e doutorandos, enquanto o ICTi disponibiliza bolsas de pesquisa de até R$ 11 mil por mês em regime 100% remoto, com projetos de até 24 meses em inteligência artificial, computação quântica e ciência de dados.

Como funcionam os dois programas

O Acadêmicos Itaú é voltado para mestrandos e doutorandos que queiram combinar pesquisa acadêmica com atuação no banco. O contrato é CLT, com três dias de trabalho presencial e dois remotos, duração de até três anos e remuneração que começa em R$ 6.892 para mestrandos. As áreas incluem tecnologia, finanças, dados e operações.

O ICTi funciona de forma diferente: os bolsistas não são funcionários do Itaú. A contratação é intermediada pelo IEL (Instituto Euvaldo Lodi), com bolsas do CNPq ou IPT. Os projetos cobrem de iniciação científica a doutorado, com foco em tecnologias de maturidade TRL 1 a 8, desde pesquisa básica até testes operacionais. Os pesquisadores trabalham remotamente de qualquer lugar do Brasil, desenvolvendo protótipos para problemas reais do banco, com possibilidade de gerar patentes e publicações científicas.

Comparativo: Acadêmicos Itaú vs ICTi

Acadêmicos Itaú

Vínculo: CLT | Remuneração: a partir de R$ 6.892

Regime: híbrido (3+2) | Duração: até 3 anos

ICTi Bolsas

Vínculo: bolsa (IEL/CNPq/IPT) | Valor: até R$ 11 mil/mês

Regime: 100% remoto | Duração: até 24 meses

Áreas: IA, computação quântica, ciência de dados, robótica, neuroscience

Parceiros: USP, MIT, Stanford, UFPE, UFG, UFPR, UFF

O Itaú na corrida por pesquisa em IA

O ICTi foi criado em agosto de 2023 como associação privada sem fins lucrativos. Desde então, acumula mais de 50 projetos de pesquisa em andamento com mais de 80 pesquisadores associados a universidades brasileiras e internacionais, incluindo USP, MIT e Stanford. Os centros experimentais cobrem IA, computação quântica, neuroscience, realidade estendida e robótica.

O movimento se insere na corrida dos grandes bancos por talento em IA. O Itaú já aposta em computação quântica para investimentos, e o setor bancário brasileiro investiu R$ 47,8 bilhões em tecnologia até o fim de 2025, com estimativa de aumento de 61% em investimentos específicos em IA. Concorrentes também aceleram: o Santander abriu 35 mil bolsas em bootcamp de IA, enquanto no exterior, o Goldman Sachs já usa IA da Anthropic em compliance.

O que observar

A estratégia do Itaú de combinar programa CLT (retenção) com bolsas de pesquisa reflete um modelo dual que tenta resolver dois problemas ao mesmo tempo: formar pipeline de talentos para o banco e financiar pesquisa de fronteira sem as amarras corporativas. Vale acompanhar se o modelo de patentes compartilhadas e publicações científicas atrai pesquisadores de ponta ou se o formato de bolsa (sem vínculo empregatício) limita a adesão. Para o mercado, a aposta do Itaú em virar o jogo contra fintechs passa cada vez mais pela capacidade de atrair talento técnico antes que startups o façam.

Fontes: ICTi · Itaú Carreiras · TI Inside

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