PagBrasil leva Pix a 30 mil comércios da Klap no Chile
Turistas do Brasil pagam por QR Code no app do banco e veem o valor em reais; a Klap, comprada pelo Itaú, tem rede de 30 mil estabelecimentos no Chile.
Quem viaja do Brasil ao Chile já consegue pagar com Pix nas maquininhas da Klap, credenciadora chilena que o Itaú comprou. A conexão foi montada pela PagBrasil, empresa do Pix Internacional, e alcança 30 mil estabelecimentos credenciados pela Klap: o cliente lê um QR Code com o app do próprio banco e confirma a compra.
Do caixa chileno ao app do banco brasileiro
Etapa
O que acontece
Lojista
Digita o valor e escolhe Pix no terminal
Maquininha
Mostra um QR Code na tela
Turista
Lê o código com o app do banco ou da carteira digital brasileira
Conversão
Preço em pesos chilenos; o app exibe o equivalente na moeda do pagador, em tempo real, antes da confirmação
Liquidação
O comerciante recebe em pesos chilenos
Fluxo do pagamento com Pix nos terminais da Klap. Fonte: G5noticias
O que muda no caixa do lojista chileno
Para o comércio, a novidade dispensa aparelho novo. O Pix entra como mais uma opção no mesmo terminal, sem alterar a rotina do caixa, de acordo com a Klap. “Nosso objetivo foi que aceitar o Pix fosse tão simples quanto aceitar qualquer outro meio de pagamento disponível na Klap, sem modificar a operação habitual do comércio nem exigir processos adicionais”, disse Raúl Sapunar, gerente-geral da Klap (em tradução livre).
A empresa se apresenta como a primeira adquirente do Chile a embutir o Pix diretamente nos próprios terminais. Segundo o Chócale, ela é a segunda do país a oferecer o meio de pagamento brasileiro, depois da VirtualPOS, que o implantou no ano passado. A própria PagBrasil já usava a rede da VirtualPOS para expandir o Pix no Chile em hotéis, restaurantes e estações de esqui.
Agora a Klap chega ao Pix já sob o controle do Itaú Chile, que comprou a paytech e passou a ter operação própria de adquirência no país.
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Por que o turista brasileiro virou o alvo
A aposta parte do fluxo de visitantes. Números do Sernatur, o serviço nacional de turismo chileno, citados pela Klap, contam 681.649 visitantes vindos do Brasil em 2025, o que põe o país como o segundo maior emissor de turistas para o Chile. A adesão começa por hotéis, restaurantes, comércios do varejo, empresas de turismo e entretenimento, setores em que esse público mais aparece.
Klap e PagBrasil · Pix no Chile
A rede da Klap e o tamanho do turismo brasileiro no Chile
Estabelecimentos da Klap, visitantes do Brasil em 2025 e uso do Pix entre adultos brasileiros
“Quando um turista encontra uma forma de pagamento conhecida, simples e segura, o comércio também ganha, porque reduz barreiras e melhora a possibilidade de concretizar uma venda”, afirmou Sapunar (em tradução livre).
Do lado brasileiro, o argumento é o hábito. Ralf Germer, CEO e cofundador da PagBrasil, afirma que mais de 93% dos adultos no Brasil usam o Pix no dia a dia. “Os turistas brasileiros estão se acostumando cada vez mais a usar o Pix também durante suas viagens internacionais. Eles podem pagar direto do aplicativo do banco, ver o valor em reais antes de confirmar a transação e desfrutar de uma experiência simples, transparente e familiar”, disse Germer (em tradução livre).
O que observar
A primeira pergunta é de adesão. O Pix chega pronto ao terminal, mas o uso depende de o atendente oferecer a opção na hora de cobrar e de o visitante lembrar dela. Vale acompanhar se a aceitação sai dos setores ligados ao turismo e alcança o comércio de rua das cidades mais visitadas por brasileiros.
A segunda é de preço. Como a conversão aparece no app antes da confirmação, o turista consegue comparar na hora o valor em reais com o que pagaria no cartão internacional ou em espécie, e a pergunta é se essa conta favorece o Pix. Também fica no radar se outras adquirentes chilenas seguem o mesmo caminho, o que ampliaria a rede de aceitação no país.