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PF deflagra nova fase de operação que mira Master

PF mira Ciro Nogueira em busca e apreensão pela 1ª vez no caso Master e bloqueia R$ 18,85 mi. Quinta fase escalona operação ao núcleo político.

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· 3 min

Atualizado em

Foto: Reprodução / Gov.com.br

A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (7) a quinta fase da Operação Compliance Zero e pela primeira vez atingiu o núcleo político da investigação: um mandado de busca e apreensão foi cumprido contra o senador Ciro Nogueira (PP-PI), presidente nacional do partido. A ação, autorizada pelo ministro do STF André Mendonça, resultou no bloqueio de R$ 18,85 milhões em bens, direitos e valores.

Operação Compliance Zero: 5ª Fase

Dado Detalhe
Primeiro alvo político Senador Ciro Nogueira (PP-PI), pres. nacional do PP
Medida judicial Busca e apreensão + bloqueio de R$ 18,85 milhões
Autorização STF (min. André Mendonça)
Mandados (5ª fase) 10 buscas e apreensões + 1 prisão temporária
4ª fase (16/04) Paulo Henrique Costa (ex-BRB) preso, busca delação

Dados da quinta fase. Fonte: InfoMoney

Da esfera financeira ao núcleo político

As fases anteriores da Compliance Zero focaram em executivos e gestores do sistema financeiro. Em fevereiro, a PF mirou gestores responsáveis por R$ 400 milhões perdidos no Master. Em março, servidores do Banco Central foram afastados após a operação. Na quarta fase, em 16 de abril, foi a vez do ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, ser preso. A quinta fase expande o perímetro: é a primeira vez que um senador da República é atingido pela operação. A PF investiga “corrupção, lavagem de dinheiro, organização criminosa e crimes contra o Sistema Financeiro Nacional”, conforme nota oficial da Polícia Federal.

A operação cumprida nesta quinta abrange dez mandados de busca e apreensão e um mandado de prisão temporária em Piauí, São Paulo, Minas Gerais e no Distrito Federal. Todos os mandados foram expedidos pelo STF e têm como pano de fundo o esquema de fraudes que levou o BC a impor provisão bilionária ao BRB.

Delação premiada e o que os autos já têm

A quinta fase foi deflagrada na mesma semana em que a defesa de Daniel Vorcaro entregou à PF e à Procuradoria-Geral da República uma proposta de acordo de delação premiada. A expectativa, segundo fontes do processo, é que o banqueiro delate políticos e magistrados. O documento ainda está sob análise dos investigadores, sem valor probatório. A PF e a PGR cruzarão os dados da proposta com provas já coletadas, incluindo conteúdo do celular de Vorcaro.

De acordo com o InfoMoney, a nova fase não guarda relação com os fatos apresentados na proposta de delação. O ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, preso na quarta fase, também negocia um acordo de colaboração premiada com as autoridades.

O que observar

A expansão da operação da esfera financeira para a política é o sinal mais relevante desta quinta fase. Investigações dessa magnitude seguem esse trajeto quando a instrução probatória já consolidou elementos suficientes para sustentar pedidos no STF. A questão central: se a proposta de delação for homologada, quantos e quais figuras políticas adicionais poderão ser atingidas na sequência.

Do lado regulatório, as instituições financeiras envolvidas no esquema continuam sob pressão do Banco Central. O processo de provisão e recapitalização em curso torna este caso um dos mais acompanhados do setor no ciclo atual. Vale observar se novas revelações no processo penal criarão obrigações adicionais de capital para os credores institucionais envolvidos.

Fontes: InfoMoneyMetrópolesPolícia FederalLet’s MoneyLet’s MoneyLet’s Money

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