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Santander: family office reúne US$ 6 bi e 250 famílias

Santander Beyond Wealth reúne US$ 6 bi e 250 famílias em 1 mês. Modelo multicustódia não restringe alocação a produtos do banco.

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· 3 min

Atualizado em

photocritical / Shutterstock.com

A Beyond Wealth, plataforma de family office do Santander, reúne US$ 6 bilhões em ativos e mais de 250 famílias entre Brasil, Espanha e Miami em menos de um mês desde o lançamento global. O modelo de multicustódia, que não restringe a alocação a produtos do próprio banco, é a diferenciação central para atender famílias com patrimônio acima de R$ 100 milhões.

Beyond Wealth em números

Métrica Valor
Ativos sob serviço (global) Mais de US$ 6 bi
Famílias atendidas Mais de 250 (Brasil, Espanha, Miami)
Espanha (6 meses de operação) Quase € 2 bi (US$ 2,35 bi)
Patrimônio mínimo R$ 100 milhões
Tempo com a marca global Menos de 1 mês

Números divulgados em entrevista. Fonte: Forbes Brasil

Multicustódia e integração global como pilares

“Esses clientes buscam visão de longo prazo, governança familiar e acesso a oportunidades globais”, diz Daniel Castilho de Oliveira, head da Beyond Wealth no Brasil. Segundo ele, o mercado brasileiro ainda carece de estruturas verdadeiramente globais para a alta renda. “Os family offices no Brasil ainda têm, em sua maioria, uma atuação pouco internacionalizada”, afirma. A proposta combina a escala do Santander com arquitetura aberta: “A ideia é reforçar uma atuação independente, com foco em planejamento patrimonial amplo.”

A estrutura funciona de forma matricial, conectando CIOs de diferentes geografias a uma liderança global de investimentos. Na prática, o objetivo é ampliar a diversificação das carteiras além dos riscos domésticos. “Ter uma visão internacional, construída por profissionais de fora do país, faz diferença na alocação”, diz Castilho. Esse modelo já produziu resultados: na Espanha, a plataforma acumulou quase € 2 bilhões em ativos em seis meses de operação.

O escritório brasileiro entre os mais maduros da plataforma

A despeito da distância dos grandes centros financeiros europeus, o escritório de São Paulo se tornou referência interna no grupo. “Nosso escritório está entre os mais maduros da plataforma”, afirma Castilho. A integração com equipes na Suíça, Espanha e Estados Unidos aparece em casos concretos: clientes brasileiros que buscavam financiamento imobiliário na França foram conectados pela equipe de Genebra a especialistas em crédito e tributação internacional.

“As equipes trabalham de forma integrada. Isso acelera a circulação de oportunidades entre Suíça, Estados Unidos, Espanha e Brasil”, explica. Para o executivo, a distância geográfica se traduz em vantagem perceptiva: “[…] o cliente brasileiro percebe muito valor nessa ponte global e tende a desenvolver uma relação ainda mais forte com a estrutura.” A história da expansão do segmento no Santander foi acompanhada pelo Let’s Money desde março, quando o banco já sinalizava a reformulação do segmento.

O que observar

Bancos universais que criam estruturas de family office enfrentam desafio de credibilidade de independência: o modelo de multicustódia é a resposta estrutural, mas a confiança de famílias de altíssima renda em estruturas vinculadas a grandes conglomerados leva tempo para se estabelecer.

A criação de uma marca sem o nome do banco controlador é um recurso de posicionamento que reconhece essa tensão. Vale acompanhar se a integração com equipes internacionais entrega redução efetiva do viés doméstico nas carteiras offshore ou reproduz a exposição ao Brasil em outra estrutura.

Fontes: Forbes BrasilNeoFeedLet’s MoneyLet’s Money

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