A SumUp, empresa de maquininhas de cartão e serviços financeiros, levantou R$ 700 milhões em três fundos de recebíveis, os FIDCs, segundo a Exame. O dinheiro reforça o caixa que a fintech usa para adiantar a micro e pequenos negócios o valor das vendas a prazo, em troca de uma taxa.
As três emissões, coordenadas só pelo Bradesco BBI, saíram no dia 17 de setembro. O maior pedaço ficou com o fundo SumUp Smart V, que reuniu R$ 350 milhões em cotas da classe sênior. Os outros dois fundos levaram menos: o Smart VII captou R$ 100 milhões, e o Smart VI, R$ 250 milhões. A carteira por trás dos três fundos é formada por recebíveis de cartão de crédito de vários emissores.
SumUp · captação de 17 de setembro por fundo
Metade dos R$ 700 milhões entrou no SumUp Smart V
Valor captado em cada um dos três FIDCs, em R$ milhões

Lastro em recebíveis de cartões de crédito de diferentes emissores. Coordenação do Bradesco BBI. Fonte: Exame (05/10/2026). Arte: Let’s Money.
Cinco anos indo ao mercado com recebíveis
A operação de setembro é a mais recente de uma sequência iniciada em 2021. Naquele ano, a fintech estreou nos FIDCs com R$ 300 milhões lastreados em recebíveis de cartão, e o BNDES entrou como parceiro de um fundo de microcrédito da empresa. Em 2022, mais R$ 200 milhões; em 2023, R$ 500 milhões. O salto veio em 2025: cinco operações que, juntas, chegaram a R$ 1,75 bilhão.
SumUp · captações em FIDCs de recebíveis de cartão
Depois de R$ 1,75 bilhão em 2025, a SumUp capta R$ 700 milhões em setembro
Captações citadas pela Exame, em R$ milhões; a reportagem não traz dado de 2024

Sem dado de 2024 na reportagem; 2021 é a primeira operação e não inclui o fundo de microcrédito montado com o BNDES. Fonte: Exame (05/10/2026). Arte: Let’s Money.
Criada na Europa em 2012, a SumUp desembarcou no Brasil um ano depois, com a maquininha voltada a comerciantes de pequeno porte e autônomos. Da maquininha, a prateleira se estendeu a empréstimos, conta digital e link de pagamento. Pelas contas da companhia, a base passa de 4 milhões de clientes de pequeno porte, em 37 mercados. Em 2022, a Bain Capital Tech Opportunities comandou um aporte de 590 milhões de euros, rodada que também teve BlackRock e Centerbridge entre os investidores.








