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FIDCCrédito · Bradesco BBI

SumUp levanta R$ 700 mi em FIDCs para antecipação a lojistas

Três fundos emitidos em 17 de setembro, com coordenação do Bradesco BBI, reforçam o dinheiro que a fintech adianta a pequenos negócios por vendas a prazo.

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· 3 min

A SumUp, empresa de maquininhas de cartão e serviços financeiros, levantou R$ 700 milhões em três fundos de recebíveis, os FIDCs, segundo a Exame. O dinheiro reforça o caixa que a fintech usa para adiantar a micro e pequenos negócios o valor das vendas a prazo, em troca de uma taxa.

As três emissões, coordenadas só pelo Bradesco BBI, saíram no dia 17 de setembro. O maior pedaço ficou com o fundo SumUp Smart V, que reuniu R$ 350 milhões em cotas da classe sênior. Os outros dois fundos levaram menos: o Smart VII captou R$ 100 milhões, e o Smart VI, R$ 250 milhões. A carteira por trás dos três fundos é formada por recebíveis de cartão de crédito de vários emissores.

SumUp · captação de 17 de setembro por fundo

Metade dos R$ 700 milhões entrou no SumUp Smart V

Valor captado em cada um dos três FIDCs, em R$ milhões

Divisão da captação de R$ 700 milhões da SumUp em 17 de setembro entre três FIDCs: R$ 350 milhões em cotas seniores no SumUp Smart V, R$ 250 milhões no Smart VI e R$ 100 milhões no Smart VII. Os fundos têm lastro em recebíveis de cartões de crédito de diferentes emissores.

Lastro em recebíveis de cartões de crédito de diferentes emissores. Coordenação do Bradesco BBI. Fonte: Exame (05/10/2026). Arte: Let’s Money.

Cinco anos indo ao mercado com recebíveis

A operação de setembro é a mais recente de uma sequência iniciada em 2021. Naquele ano, a fintech estreou nos FIDCs com R$ 300 milhões lastreados em recebíveis de cartão, e o BNDES entrou como parceiro de um fundo de microcrédito da empresa. Em 2022, mais R$ 200 milhões; em 2023, R$ 500 milhões. O salto veio em 2025: cinco operações que, juntas, chegaram a R$ 1,75 bilhão.

SumUp · captações em FIDCs de recebíveis de cartão

Depois de R$ 1,75 bilhão em 2025, a SumUp capta R$ 700 milhões em setembro

Captações citadas pela Exame, em R$ milhões; a reportagem não traz dado de 2024

Captações da SumUp em FIDCs lastreados em recebíveis de cartão: R$ 300 milhões em 2021, na primeira operação; R$ 200 milhões em 2022; R$ 500 milhões em 2023; R$ 1,75 bilhão em 2025, em cinco operações; e R$ 700 milhões em três FIDCs em setembro de 2026. A reportagem não traz dado de 2024 e não inclui o fundo de microcrédito montado com o BNDES em 2021.

Sem dado de 2024 na reportagem; 2021 é a primeira operação e não inclui o fundo de microcrédito montado com o BNDES. Fonte: Exame (05/10/2026). Arte: Let’s Money.

Criada na Europa em 2012, a SumUp desembarcou no Brasil um ano depois, com a maquininha voltada a comerciantes de pequeno porte e autônomos. Da maquininha, a prateleira se estendeu a empréstimos, conta digital e link de pagamento. Pelas contas da companhia, a base passa de 4 milhões de clientes de pequeno porte, em 37 mercados. Em 2022, a Bain Capital Tech Opportunities comandou um aporte de 590 milhões de euros, rodada que também teve BlackRock e Centerbridge entre os investidores.

Da sociedade de crédito direto à financeira

Como registra a Exame, a captação vem depois de o Banco Central autorizar a SumUp a trocar de categoria. A decisão do regulador, de 14 de agosto de 2026, encerrou a fase de SCD (sociedade de crédito direto): a SumUp virou financeira com aval do Banco Central, ou SCFI, na sigla oficial.

A diferença está na origem do dinheiro que cada categoria pode emprestar. A SCD trabalha só com capital próprio. A financeira pode buscar recursos também com CDBs, letras financeiras e letras de câmbio. No crédito ao lojista, a empresa já tirou o boleto do crédito do pequeno negócio, com a parcela descontada das vendas do mês.

O que observar

A licença de financeira abre fontes de recursos que a sociedade de crédito direto não tinha. Vale acompanhar se fintechs de pagamento que fizeram essa migração seguem recorrendo a fundos de recebíveis no mesmo ritmo para bancar a antecipação, ou se passam a dividir o funding com captação própria, e em quanto tempo essa mudança apareceria nos balanços.

Para o lojista, a pergunta prática é se mais funding, vindo de fontes mais variadas, vira taxa de antecipação menor ou limite maior para as vendas parceladas. A reportagem não informa a taxa cobrada dos clientes nem o custo da captação, os dois dados que permitiriam medir esse repasse.

Fontes: Exame • Let’s Money: SumUp vira financeira • Let’s Money: SumUp e o crédito sem boleto

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