A CSD BR, infraestrutura de mercado autorizada a atuar como registradora, depositária central e sistema de liquidação de ativos financeiros, vai copiar numa blockchain pública o registro de quem detém cotas em fundos do BTG Pactual guardadas por ela. A tecnologia vem da Ripple, com quem a CSD BR firmou parceria: a cópia no XRP Ledger servirá para consulta e auditoria, e a versão que vale oficialmente fica onde já está.
Como funciona a primeira fase
| Item | Desenho |
|---|---|
| Ativo | Cotas de fundos de investimento do BTG Pactual depositadas na CSD BR |
| Registro oficial | Continua nos sistemas da CSD BR |
| Papel do XRP Ledger | Camada complementar de consulta e auditoria |
| Padrão do token | Multi-Purpose Token (MPT) |
| Acesso | Permissionado: clientes corporativos e bancários no Brasil, sujeitos a KYC e prevenção à lavagem |
| Controles da CSD BR | Autorização de participantes, congelamento de ativos e reversão (clawback) por ordem regulatória ou judicial |
| Etapas seguintes | Emissão nativa e negociação entre participantes autorizados; CRI e CRA em estudo |
Primeira fase da parceria, segundo o comunicado das empresas. Fonte: Finextra
Uma cópia para auditar, sem trocar o livro oficial
No desenho descrito pelas empresas, as cotas do BTG ganharão uma versão tokenizada no padrão Multi-Purpose Token (MPT), e participantes autorizados poderão checar em tempo quase real se os dois registros batem. O ambiente será permissionado: só terão acesso clientes corporativos e bancários no Brasil submetidos a procedimentos de identificação de clientes (KYC, na sigla em inglês) e de prevenção à lavagem de dinheiro.
A CSD BR seguirá no comando da emissão e da administração dos ativos, preservando a autorização de participantes, o congelamento de ativos e a reversão de transações quando houver ordem regulatória ou judicial. Segundo o comunicado, o modelo cabe na regulação em vigor e dispensa novas aprovações.
“Optamos por começar pelo espelhamento de registros porque é a forma mais segura e responsável de introduzir uma nova tecnologia em uma infraestrutura crítica de mercado”, afirmou Daniel Polano Spreafico, diretor de produtos e clientes da CSD BR. Ele acrescentou: “O objetivo é avaliar o desempenho da tecnologia em condições reais de operação e construir uma base sólida para os próximos desenvolvimentos”.








